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Política: Governo do Estado não paga subsídio de 40 centavos para produtor de fibras

Manaus, 10/05/2016 - Audiência Pública para debater os novos investimentos para o Setor de Fibras na Região, conforme requerimento de autoria do deputado Adjuto Afonso (pr). (Foto: Rubilar Santos/Aleam)

Manaus, 10/05/2016 – Audiência Pública para debater os novos investimentos para o Setor de Fibras na Região, conforme requerimento de autoria do deputado Adjuto Afonso (pr). (Foto: Rubilar Santos/Aleam)

O Governo do Estado atrasa o pagamento do subsídio de R$ 0,40 para os produtores de juta e malva do Amazonas. A informação foi confirmada durante a audiência pública sobre o setor de fibras no Estado, realizado hoje (10), na Assembleia Legislativa (Aleam).

O evento foi realizado em conjunto pelas Frentes Parlamentares de Apoio ao Cooperativismo (Frencoop) e de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e ao Empreendedor Individual do Amazonas (Frempeei), presididas por Luiz Castro (Rede) e Adjuto Afonso (PDT), respectivamente.
eputado estadual Luiz CastroPara Luiz Castro, o Setor Primário tem que ser prioridade no Estado, especialmente devido ao desemprego no Polo Industrial de Manaus (PIM). Quando o País entra em uma crise como essa (industrial, política e econômica), a produção tem que ser mais estimulada porque é o que gera empregos de forma mais rápida.
“O setor de fibras é ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente sustentável. Por isso, é preciso fortalecer o orçamento da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) para pagar e aumentar o subsídio dos produtores” salientou Luiz Castro, que também preside a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Caama).
O presidente da Federação da Agricultura do Estado (FAEA), Muni Lourenço, completou a fala do parlamentar, assinalando que o segmento é ocupado por 25 mil famílias que, sem essa atividade, pode engrossar a fileira da marginalidade na capital, por ausência de emprego em Manaus.
A ausência de pagamento do subsídio resulta em outra problemática: as dívidas dos produtores rurais com a Agência de Fomento (Afeam), o Banco da Amazônia e o Banco do Brasil.
Para debater melhor a questão, foi formado um Grupo de Trabalho para debater a renegociação – um dos pontos da audiência pública – foi uma das resoluções do evento. O GT será formado pela Sepror, as Cooperativas de Juta e Malva, a Conab, Frempeei e Frencoop. A primeira reunião está marcada para esta sexta-feira (13). As agências de empréstimos farão um levantamento do total do total de débitos.
Mais encaminhamentos
Ainda sobre o subsídio devido, Luiz Castro e Adjuto Afonso chamarão os demais deputados estaduais – e federais – para a assinatura de um documento em conjunto. O objetivo é enviar para o governo do Estado o pedido de regularização, o mais rapidamente possível.
Também participaram da audiência Thomas Meirelles, da Superintendência Regional Companha de Abastecimento (Conab); o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil, seção Amazonas (OCB/Sescoop-AM), Petrúcio Magalhães Jr; e Muni Lourenço, da Federação da Agricultura do Estado do Amazonas (Faea).
Representantes da Sepror, Afeam, Basa, Veronica Mesquita, presidente da Cooperativa dos Juticultores (Cooperjuta), Embrapa; Sebastião Guerreiro, da Fieam; e a da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) também participaram do evento.
*Jornal de Humaitá – Com informações da assessoria do deputado.