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Programa capacita paratletas e revela talentos na Vila Olímpica de Manaus

Matheus Freitas no canto principal à esquerda

Matheus Freitas no canto principal à esquerda. ( Foto: Antonio Lima/SEJEL)

A Vila Olímpica de Manaus tem ficado ainda mais movimentada nas manhãs de quarta-feira, com a presença de 100 paratletas que fazem parte do programa esportivo da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Na pista de atletismo do complexo localizado no bairro Dom Pedro I, zona centro-oeste de Manaus, os PCDs (Pessoas com Deficiência) disputam o 1º Jogos da Apae e se prepararam a todo vapor para o Jogos Adaptados André Vidal de Araújo (Jaavas) e para a Olimpíada Nacional da Apae. A ação recebe apoio do Governo do Amazonas, por intermédio da Secretaria de Estado de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

“O esporte é uma das ferramentas mais poderosas de inclusão dos PDCs e aquela que talvez mais surpreenda também. As limitações se transformam em talento e isso pode ser comprovado através do esporte”, disse o profissional de Educação Física, André Simões, ao informar que os Jogos encerram nesta quinta-feira, dia 5, e a premiação de todas as modalidades será às 9h, na sede Apae, localizada na Avenida Perimetral Sul, 205, no bairro Parque Dez, zona centro-sul.

Ainda de acordo com Simões, mesmo após o encerramento dos Jogos, o treinamento para os Jaavas, que acontece no mês de agosto, e para a Olimpíada Nacional, em dezembro, continua sempre às quartas-feiras, no mesmo horário pela manhã. Assim, é possível descobrir talentos e capacitar ainda mais os veteranos.

“A preparação é sempre realizada com antecedência e graças a este trabalho feito bem antes, sempre conseguimos nos destacar nas competições e contribuir cada vez mais para a o bem-estar social, físico e psíquico dos nossos garotos”, comentou André Simões.

As modalidades desenvolvidas na pista de atletismo são: Arremesso de Peso, Lançamento de Dardo, Corrida e Lançamento de Disco.

Jovens são destaque

Um dos grandes destaques na prova de Arremesso de Dardo é Walmar Pacheco, de 21 anos. O jovem portador de Síndrome de Down foi ouro nas Olimpíadas da Apae de 2015, em Mato Grosso, ao marcar 9m30, com o peso de quatro quilos. “Se temos o Neymar no futebol, temos o Walmar no arremesso. Ele é um prodígio. A marca dele é sensacional e isso só acontece porque ele desde muito pequeno foi incentivado à prática esportiva”, considerou Simões.

Dono de tantos elogios, Walmar promete ser destaque novamente este ano. “Eu quero ouro de novo e gosto muito desse esporte. Sou forte e muito esperto. Estou treinando bastante”, contou.

Outro que está caprichando nos treinos e promete subir novamente ao lugar mais alto do pódio é Matheus Freitas, que compete nos 50 metros de corrida. “Eu faço Jiu-Jítsu e corrida, mas gosto mais da pista. Fui ouro e quero de novo a medalha. Estou me esforçando muito”, declarou o portador de Síndrome de Down de 35 anos, ao contar que tem muitas medalhas em casa, mas que ainda tem espaço para guardar mais.

“As medalhas para ele são verdadeiros presentes, que representam conquistas, mas uma forma de superação também. E nos treinos, cada dia é dia de superação e muitas surpresas. Cada minuto com eles vale a pena”, frisou André.

*Jornal de Humaitá – Com informações da assessoria.