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Manicoré: Empresário morre covardemente com 7 tiros de Cal. 9mm

Manicoré: Empresário morre covardemente com 7 tiros de Cal. 9mm
Geovanni

Empresario é morto em frente de casa em Santo Antônio do Matupi. Foto: Divulgação

Empresário é morto em frente de casa em Santo Antônio do Matupi. Foto: Divulgação

O empresário REINALDO PEREIRA SOUZA, 49 anos, natural de Porto Velho-RO, dono da Madeireira Bambu foi assassinado covardemente no final da tarde (29) no distrito de Santo Antônio do Matupi  (KM 180), zona rural de Manicoré, no sul do Amazonas. De acordo com a Polícia Militar, o órgão recebeu o chamado para verificar crime de homicídio. A polícia fez buscas por toda a área e ninguém foi preso. Características do suspeito e a motivação do crime ainda são desconhecidas.

Policiais militares contaram que o crime ocorreu por volta das 17h45min em frente a sua residência, e que a vítima foi assassinado com 7 tiros de Cal. 9 mm, quando molhava suas plantas, vindo a óbito ainda no local, o acusado tomou rumo ignorado. Moradores ouviram os disparos mais não souberam informa o autor do crime. Policiais Militares de Humaitá-AM tenta solucionar o caso.

munição cal 9mm

Foto: Divulgação

Bang bang

Mais conhecido como 180, por estar a 180 km (Rodovia BR-230/ Transamazônica) de Humaitá, cidade mais próxima, o distrito de Santo Antônio do Matupi no município de Manicoré, ao sul do Amazonas. Não é só pelas ruas repletas de poeira que lembra cenário de um filme antigo de faroeste americano. Nas idas e vindas e nas trocas da posse de terras, é comum a ação de grileiros e posseiros. A disputa por terras por vezes assume contornos violentos, com participação de pistoleiros e mortes rotineiras. É fácil ver homens armados nas estradas. de acordo com a polícia, em 2016 mais de 7 pessoas foram assassinadas por pistoleiros.

Na ausência do estado, o desmatamento avança e os moradores penam sem acesso à infraestrutura básica. Não há saneamento adequado, nem postos de saúde e escolas suficientes para a leva de migrantes atraídos pelo dinheiro movimentado com a extração de madeira. Entre vacas magras no pasto ralo, sem a proteção da floresta, o solo arenoso da Amazônia aflora. E a poeira cobre tudo.

É difícil respirar no distrito. Na principal padaria da cidade, atendentes se revezam com panos e vassouras tentando evitar que a poeira fina e seca que impregna o ar domine o piso, balcões, mesas e cadeiras. O pó gruda na pele, no cabelo, invade os olhos, machuca as narinas. O trabalho não tem fim. Cada veículo que passa pelas ruas, todas de terra, levanta nuvens da mistura cor de terra amarelada. O ir e vir de picapes e motos é constante, assim como o de caminhões, muitos dos quais carregados de toras gigantes recém-cortadas em estradas vicinais que rasgam a região.

*Jornal de Humaitá – O portal de notícias do Amazonas

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