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SURTO DE MENINGITE ACENDE A PREOCUPAÇÃO COM O TRATAMENTO DA ÁGUA E A FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO NA CIDADE DE HUMAITÁ/AM

SURTO DE MENINGITE ACENDE A PREOCUPAÇÃO COM O TRATAMENTO DA ÁGUA E A FALTA DE SANEAMENTO BÁSICO NA CIDADE DE HUMAITÁ/AM

Humaitá/AM

Foto: Meningite/Google

Humaitá/AM – Após a notícia de que duas pessoas estão acometidas pela doença Meningite, que pode ter origem viral, bacteriana, fúngica ou parasitaria, vem a torna uma questão primordial para a qualidade de vida do cidadão: o saneamento básico e o tratamento de água. Pois, essa doença pode estar diretamente ligada às esses dois entraves que não é exclusividade do município, mas, deve ter atenção especial.

Desde o ano de 2002, na gestão do ex- prefeito Dr. Renato (in memoriam), o município de Humaitá/AM mantêm valas a céu aberto em praticamente todos os bairros da cidade, e isso não é exclusividade, do Gestor A, B ou C, é de todos os que já passearam pelo poder. O que tem deixado para a população um legado de descaso e disseminação de doenças.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, a mais destacada instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, uma nova forma de meningite está se espalhando pelo Brasil nos últimos anos. Transmitida principalmente por moluscos, incluindo o caramujo gigante africano, a infecção é causada pelo verme Angiostrongylus cantonensis. Chamada de meningite eosinofílica ou angiostrongilíase cerebral, ela já foi diagnosticada em seis estados, nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul do país. E por aqui não é difícil perceber tal infestação de Caramujo nos esgotos, residências, igarapés, lagos e até à margem do Rio Madeira.

O diagnóstico exato do tipo de meningite nesses cidadãos definirá as ações do sistema de saude para o combate à doença, no entanto, se faz necessário um foco especial para essa questão do saneamento básico e o tratamento da água. Afinal, o tempo esvaece e com ele as mazelas são jogadas para debaixo do tapete, e o cidadão vai perdendo a vida aos poucos.

Portanto, é triste essa constatação, mas trata-se de uma verdade que a cada dia precisa ser lembrada: os investimentos em infraestrutura de saneamento no Brasil são lentos; não conseguem nem fazer frente a anos de descaso, nem acompanhar o crescimento da população. Embora eles estejam acontecendo, o seu ritmo está muito aquém do necessário para proporcionar uma melhoria na qualidade de vida das pessoas – não basta ter energia, telefonia e água tratada, se não temos eficiência ao cuidarmos do esgoto, dos resíduos sólidos e das águas pluviais.

Fonte: Postagem/Facebook

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