Amazonas

Privatização da Amazonas Energia é debatida na Assembleia​ ​Legislativa

Privatização da Amazonas Energia é debatida na Assembleia​ ​Legislativa
Geovanni

03_AUDIÊNCIA_PRIVATIZAÇÃO_AMAZONAS ENERGIA (HF)A venda da empresa Amazonas Energia e suas consequências para a capital e o interior do estado foram tema de Audiência Pública realizada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta sexta-feira (19). Proposta pelo deputado estadual Sinésio Campos (PT), a reunião, segundo ele, partiu da iniciativa de representantes dos trabalhadores, que o procuraram preocupados com os reflexos da privatização não só para a categoria, mas também para a população do Estado. Uma das principais preocupações é o destino do Programa Luz para Todos no estado.

Em seu discurso, Sinésio Campos lembrou que a administração da Eletrobrás, em recente medida, reprovou a prorrogação das concessões de seis empresas de distribuição do grupo, dentre elas a Amazonas Energia, decidindo pela privatização destas até dezembro de 2017. Enquanto as vendas não ocorrem, as empresas passarão a prestadoras de serviço. Na opinião do deputado estadual, uma medida que atinge um grande número de pessoas “não pode ser tratada só por executivos”, mas envolver Poder Público e sociedade.

Nesse sentido, o petista afirmou que o tema voltará a ser abordado em reunião do Parlamento Amazônico, entidade da qual é presidente, que acontece no próximo dia 26 de agosto na Assembleia Legislativa, e que contará com a participação de parlamentares de outros estados da região cujas empresas distribuidoras de energia elétrica também serão privatizadas.

Primeiro dentre os convidados a se pronunciar, o supervisor técnico do departamento intersindical de estatística e estudos socioeconômicos (Dieese/Manaus), Inaldo Seixas Cruz, disse que a instituição vem realizando um estudo sobre a privatização da Amazonas Energia. O especialista fez uma breve análise das privatizações ocorridas no País na década de 90 e lembrou que a medida pode impactos negativos não só para os trabalhadores, mas também para a sociedade. Ele lembrou as especificidades do Amazonas e ressaltou o caráter de “integração” do acesso à energia elétrica.  “É um setor fundamental de integração da sociedade, não só em termos econômicos, mas também em termos de qualidade de vida”, pontuou.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Urbanas do Estado do Amazonas, Ednei da Silva Martins afirmou que a privatização irá causar a demissão de 1.700 trabalhadores diretos e 4 mil indiretos. Ele também afirmou que o primeiro impacto da nova situação da empresa como prestadora de serviço será o aumento da conta de energia, segundo ele programada ocorrer em setembro ou outubro.

O sindicalista também mostrou preocupação com o perigo de biopirataria, caso a empresa seja vendida para grupo estrangeiro, e alertou para os prejuízos às cidades do interior do Estado, em função do baixo retorno em termos financeiros que estas localidades representam. “Não estão olhando para o interior. A iniciativa privada não tem o menor interesse. Das 104 localidades no Amazonas, apenas 4 dão lucro. A iniciativa privada vai fazer ação social? Tem que existir uma política de estado, sim”, defendeu.

O representante da Amazonas Energia, Leonardo Lins de Albuquerque, fez um relato das circunstâncias que levaram o conselho de administração da Eletrobrás a não prorrogar as concessões de seis empresas de distribuição do grupo, dentre elas a Amazonas Energia e sobre a nova situação destas, como prestadoras do serviço de distribuição (situação firmada por meio de portaria ministerial). O representante da empresa não confirmou aumento da taxa repassada aos consumidores.

O deputado estadual Luiz Castro (Rede), por sua vez, disse que deve existir uma decisão política sobre o tema, observando que a medida pode aprofundar a desigualdade, em termos sociais, entre a população do Amazonas e a do resto do País. “Não é apenas a floresta, são pessoas que tem sonhos, aspirações e que são brasileiros e que devem ser protegidos pelos mesmos direitos consignados na Constituição”.

Ao final da Audiência Pública, um grupo de trabalho foi instalado pela Assembleia Legislativa para acompanhar o processo de privatização da Amazonas Energia.  A Audiência Pública contou com a presença do representante da empresa, Leonardo Lins de Albuquerque; do representante da Prefeitura de Manaus, Bruno Guimarães; do coordenador do Programa Luz para Todos, Robson de Bastos; o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Industrias Urbanas do Estado do Amazonas, Ednei da Silva Martins; supervisor técnico do departamento intersindical de estatística e estudos socioeconômicos (Dieese/Manaus), Inaldo Seixas Cruz; e da presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil no Amazonas(CTB/AM) Isis Tavares.

Comentários

Comentários

Amazonas

More in Amazonas

PDT festeja 35 anos de história nesta quinta-feira

Jornal de Humaitá26 de maio de 2017

Alessandra Campêlo e Maria do Teixeirinha unidas por Canutama

Jornal de Humaitá26 de maio de 2017

Prevenção à intolerância é tema de Mesa Redonda na Aleam

Jornal de Humaitá23 de maio de 2017

Polícia apreende 20 kg de maconha do tipo skunk no bairro Glória

Jornal de Humaitá18 de maio de 2017

Alessandra Campêlo articula reunião no Comando da PM para discutir promoções

Jornal de Humaitá18 de maio de 2017

Universo infantil na música erudita está em ‘Canções de Ninar’, quarto espetáculo da série Recitais Ambev

Jornal de Humaitá18 de maio de 2017

Empresas com IPVA em atraso são notificadas pela Sefaz

Jornal de Humaitá18 de maio de 2017

Maués cria política inovadora para aumentar produção do guaraná

Jornal de Humaitá18 de maio de 2017

Policiais militares de Boa Vista do Ramos detêm integrantes de bando criminoso

Jornal de Humaitá18 de maio de 2017
%d blogueiros gostam disto: