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Novos talentos das artes cênicas apresentam-se no espetáculo ‘Aycunã’

Alunos do curso de Teatro Juvenil do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro – Unidade do Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou apresentam espetáculo teatral indígena de valorização do meio ambiente.

Um projeto de iniciação às artes de grande sucesso, idealizado e criado pelo Governo do Amazonas, o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, lança, a cada ano, para o cenário cultural da região, novos talentos. E, na preparação e lapidação desses novos talentos, várias atividades artística e de contato com o público são postas em prática, ao longo de todo o processo de formação.

Desta forma, nesta quarta-feira (21), um novo espetáculo teatral será apresentado pelos alunos do curso de Teatro Juvenil do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro – Unidade do Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou, localizado na Avenida Brasil, s/nº – Santo Antônio, no Cine Teatro Aldemar Bonates, reunindo ao todo 25 jovens entre 14 e 17 anos, além da equipe técnica do Liceu.

Sob a coordenação do professor Elton Negreiros, o espetáculo terá duas sessões: às 16h e às 18h. De acordo com ele, os alunos já estão prontos. ”Dentro de toda a preparação, os alunos aprenderam sobre a cultura do Amazonas. Conheceram sobre suas próprias raízes, suas lendas… fizeram um mergulho na cultura indígena e ainda aprenderam sobre ecologia e consciência ambiental”, declarou.

Aycunã e a Terra Prometida, Ewarê – Peça montada em 2013, Aycunã foi escrita por Leonel Worton, diretor de teatro amazonense, para o Festival de Teatro da Amazônia, onde obteve prêmios. Na releitura atual, o elenco é composto por alunos do Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou e com base em leituras e pesquisas na área.

Aycunã é uma índia da etnia Tikuna que vive a experiência de passar pelo rito de passagem de menina-moça para mulher e, nesta fase, recebe a incumbência de fazer voltar a chover no seu povoado. Durante a realização da missão recebida, entra em contato com várias personagens, como o Gavião, a Cutiara, o Mapinguari, o Daiarê (espírito da floresta), com os quais dialoga. Assim, Aycunã passa a refletir sobre sua missão e a repensar em como chegar à terra prometida, Ewarê.

Para a diretora do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, Cristiana Brandão, apresentações como essa mostram o nível técnico dos alunos e os encorajam a alçarem novos patamares. “Os espetáculos são oportunidades de mostrar todo o aprendizado dos jovens de forma prática, frente ao público. Uma verdadeira prova de fogo! Também dá à comunidade espectadora a perfeita noção do tipo de trabalho que é executado pelos profissionais do Liceu”, finalizou.