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Reunião com Colegiado de Líderes é decisão democrática sobre CPI da Afeam, diz Luiz Castro
Sede da Afeam em Manaus (Foto: Afeam/Divulgação )

Reunião com Colegiado de Líderes é decisão democrática sobre CPI da Afeam, diz Luiz Castro

Parlamentares da oposição e coautores do pedido da abertura da CPI da Afeam reuniram-se hoje (28) e afirmaram haver consenso de que ao menos dois deles terão direito a participar da Comissão Parlamentar de Inquérito. A decisão foi anunciada pelo deputado estadual Luiz Castro (Rede).

Ele explicou que, na proporcionalidade real da correlação das forças políticas da Assembleia, a oposição tem direito a dois parlamentares na CPI, não a apenas um, como foi instado pelo deputado estadual Belarmino Lins, na presidência em exercício da Assembleia.

Para ele, é muito importante que quem estiver amanhã (29) no exercício do cargo de presidente da Assembleia Legislativa (Aleam) entenda a necessidade de chamar o Colegiado de Líderes. O objetivo é deixar claro e consistente a garantia de duas vagas para os parlamentares de oposição.

cpi-da-afeam-foto-1-by-jimmy-christian-copia“Hoje, somos oito deputados na oposição, além de um outro grupo de parlamentares que estão atuando de forma bastante independente da base governista. Se for levar a questão a fundo, o número chega a 11, no total”, salientou Luiz Castro.

Vagas

Alessandra Campelo (PMDB) terá uma das vagas que serão disputadas na composição da CPI. A segunda ficará com Luiz Castro e José Ricardo (PT). “Vamos combinar quem será o titular e o suplente, sem esse sentido de que um ou outro deixe de colaborar: esse trabalho tem que ser realizado de forma ser conjunta e integrada por todos nós”, assinalou o parlamentar da Rede.

Entenda o caso

Foi entregue no dia 22 de novembro pedido de abertura de uma CPI para investigar o investimento de R$ 20 milhões da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) em uma empresa do Rio de Janeiro, a Transexpert Transporte de Valores do Rio de Janeiro. O deputado estadual Luiz Castro (Rede) é coautor da propositura.

O parlamentar justificou a autoria falando das diversas suspeitas de valores em cotas do Fundo de Investimentos em Participação Expert (FIP Expert), investimento milionário e de alto risco e que pode indicar má-aplicação de recursos públicos.

Para Luiz Castro, é suspeito que essa empresa – muito ligada aos episódios que levaram o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a ser preso – tenha sido beneficiada com um empréstimo de um valor tão grande em um momento de crise tão grave que o Estado passa.

“O episódio mostra também mais uma incongruência do governo, que diminuiu o orçamento do setor primário (ajudava a estimular a permanência e o trabalho das famílias rurais), alegando inclusive falta de dinheiro: o Estado investiu R$ 20 milhões para uma empresa de transporte de valores ‘de fora’, não sediada aqui, e que não é prioridade para desenvolvimento econômico do Amazonas”, assinalou.

A Afeam tem o poder e o dever de investir no micro e pequeno empresário e em seguimentos da economia estratégicos para o Estado. A Transexpert, assim como muitas empresas de segurança, não precisa de aporte do governo do Estado para se manter atuantes no mercado.

“Do ponto de vista mercadológico é um grande erro, e se ainda tiver má fé é pior ainda”, finalizou Luiz Castro.

*Jornal de Humaitá – Com informações da assessoria.

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