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Atuais estratégias de prevenção a AIDS deixaram de funcionar, afirma Luiz Castro

Atuais estratégias de prevenção a AIDS deixaram de funcionar, afirma Luiz Castro

O Amazonas é o segundo estado do Brasil em aumento no número de casos de AIDS; é também onde morrem mais pessoas em decorrência da doença e ainda tem o maior índice de jovens infectados, nos últimos cinco anos. As informações são do deputado estadual Luiz Castro (Rede) e foram assinaladas hoje (1), da tribuna da Assembleia Legislativa (Aleam).
Em seu discurso, o deputado – que é presidente da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento e Defesa da Pessoa com DST/HIV/AIDS e Tuberculose (Frandhat) – afirmou que o Amazonas tem 60% dos pacientes com AIDS na faixa etária entre os 20 e 34 anos. Nos últimos cinco anos, aumentou muito a incidência de HIV/AIDS em adolescentes no Estado.
“O que nos preocupa é que esses jovens e adolescentes não têm mais medo da AIDS, mesmo sendo muito perigosa. AIDS mata e causa deformidades físicas – pelo uso de medicamentos específicos, especialmente em mulheres -, depressão profunda, diminui a imunidade o que pode propiciar câncer, grandes infecções pulmonares, gastrointestinais, situações que podem levar a pessoa até ao óbito: se não levar à morte, causa muito sofrimento”, salientou Luiz Castro.
O parlamentar disse que, mesmo com índices negativos, ainda há o que comemorar: atualmente, a sobrevida da pessoa com AIDS aumentou devido aos avanços científicos na saúde e ao Programa Brasileiro de Combate a AIDS, que atua no fornecimento universal de medicamentos antirretrovirais (ARVs), políticas sociais para grupos de risco e a colaboração com organizações não-governamentais.
II Fórum HIV em Foco
Presidente da Frendhat, Luiz Castro compôs a mesa de abertura do II Fórum HIV em Foco que aconteceu esta manhã pela passagem do Dia Internacional da Luta Contra a AIDS. O evento ocorreu no auditório da Unip e realizado pelo Núcleo de Controle das DST/AIDS/HIV, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
Na ocasião, o parlamentar ressaltou a missão da Frente como complementar aos trabalhos realizados pelas entidades de saúde.
 “Precisamos nos unir cada vez mais para garantir os direitos das pessoas com DST/HIV/AIDS e Tuberculose, ainda mais com a crise que o Estado passa na Saúde. A Frente é um instrumento para fiscalizar e cobrar a assistência a que os pacientes têm direito”, salientou.
O Fórum seguiu até a tarde e serviu para atualização, discussão e exposição de experiências exitosas em Manaus. O evento contou ainda com a apresentação de atividades e eventos com participações de ONGs, além de palestra sobre revelação diagnóstica, Direitos Humanos e HIV e prevenção combinada.
Por: Juçara Menezes
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