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Seminário estreita cooperação entre forças armadas do Brasil e 14 países

Seminário estreita cooperação entre forças armadas do Brasil e 14 países

Compartilhar experiências da atuação militar em regiões de selva e apresentar ao mundo a produção da indústria bélica nacional estão entre os principais objetivos do “2º Simpósio Internacional de Operações na Selva” e “1º Workshop Proamazônia”, cuja abertura foi realizada na manhã desta quarta-feira, 30 de outubro, no Centro de Convenções da Amazônia Vasco Vasques. Com apoio do Governo do Amazonas, o evento, que se estende até sexta-feira (2), reúne representantes de 14 países, entre vizinhos, europeus, asiáticos e americanos.

Presente na abertura, o governador do Amazonas em exercício, Henrique Oliveira, ressaltou a importância do seminário para o turismo de eventos no Amazonas e também para o fortalecimento da indústria local. “É uma oportunidade para o Amazonas. Nós, que temos a prorrogação da Zona Franca de Manaus até 2073, e sempre batemos na tecla de que precisamos de um novo modelo, não vamos aguardar esta data chegar para começar a pensar num modelo de sustentação para os pais e mães de família do nosso Estado. Por isso, é importante essa parceria com as Forças Armadas, com a grife do Exército Brasileiro, da Marinha e da Aeronáutica, trazendo vários países para o Amazonas”, disse.

Além de palestras de especialistas, foi montada no local uma exposição de produtos bélicos produzidos pela indústria militar nacional e internacional. A proposta é apresentar novas tecnologias que possam ser utilizadas também no âmbito civil.

“A tecnologia militar cada vez mais tem um viés dual, tanto para emprego militar quanto para o emprego civil. Até para permitir a sobrevida da indústria da Defesa em tempos de crise. E aqui, no Amazonas, principalmente, ela ganha um significado maior, quando se pode utilizar a tecnologia militar para a sobrevivência do homem na selva”, observou o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, ressaltando que o evento também pretende fomentar a cooperação internacional neste setor. “Precisamos exportar e importar para permitir a sobrevivência da indústria de Defesa”, completou o almirante.

Tríplice aliança – O comandante Militar da Amazônia, Geraldo Antônio Miotto, ressaltou a importância da participação de vários segmentos no evento, incluindo pesquisadores, empresários, governos, civis e militares. “O que nós podemos implementar a partir daqui é a tríplice aliança com a academia, através da pesquisa, a indústria e os órgãos governamentais, representado pelas Forças Armadas, com fins ao fortalecimento de uma indústria que tanto pode ser usada pelo meio militar quanto o civil”.

FOTOS: JOEL ARTHUS/SECOM

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