O IV Colégio Militar da Polícia Militar Áurea Pinheiro Braga (CMPM), no Grande Vitória, Zona Leste de Manaus, abriu as portas para mais um “English Day”,ocorrido na manhã desta sexta-feira, 2, e contou a participação do grupo “Messiah College”, da Pensilvânia (EUA), que vieram compartilhar experiências com alunos da escola amazonense. O intercâmbio reuniu 16 norte-americanos que puderam interagir com os alunos, compartilhando e dividindo aprendizados.

O gestor da escola, tenente coronel Osimar Guedes Dias, comentou sobre o intercâmbio e exaltou a satisfação dos alunos no contato com o idioma estrangeiro. “Os alunos tiveram experiência fantástica, a escola também. Uma visita internacional é muito complicada, e você abrir sua escola para pessoas de outros países, como a cultura americana, com outra realidade, estamos cientes que temos um papel social muito importante”, entafizou.

Ele também ressaltou que essa experiência será a primeira de muitas, que o trabalho com o idioma inglês vem dando certo e ficou muito feliz em ver tudo o que vem acontecendo na escola, pois o objetivo é que a unidade de ensino seja bilíngue até outubro de 2017.

A aluna do 3º ano do Ensino Médio, Maria Júlia, 18, comenta da sua experiência com os “estrangeiros” na sua escola. “É tudo muito novo pra mim, eu descobri há pouco tempo, mas eu estou adorando a experiência. É muito bom ter esse contato com a língua nativa, e com um nativo”, ressaltou a estudante, que é uma monitora de inglês. A jovem ajudar na prática das pronúncias, para ficar tudo de acordo com as exigências da escola.

Por ser a primeira visita de um grupo estrangeiro na escola, o estudante Paulo Thiago, 17, diz que “aprender inglês é algo muito bom”. Animando conta da sua experiência com o projeto ele destacou  que vem obtendo bons resultados no aprendizado de músicas em inglês e na forma adequada da pronúncia.

O teólogo Rodney veio para participar do “English Day” como missionário. Ele  comenta sua primeira vinda ao Estado e agradeceu a receptividade. “Fui bem recebido na minha primeira vez aqui e foi muito bom conversar com os estudantes, disse o teólogo, que costuma viajar e fazer cursos intensivos em diversos países.

Pela segunda vez no Amazonas, a missionária Jan Dormer  confessa que gostou muito de conversar com os alunos da escola.  “Eles são apaixonados e estão se esforçando muito. Gostei muito da escola e a visão que a escola tem” e acrescentou que para ser professora de inglês, precisa ter muita paixão e passar essa paixão para os alunos. “O segredo para os professores é terem as metodologias que dão sucesso, através de músicas, jogos para os alunos poderem usarem, o que aprendeu fora de sala de aula”.

O PROJETO

O professor e criador do projeto “English Day”, Ricardo Rocha, falou sobre como o curso chegou à escola, por meio de uma parceria. “O English Day faz parte da escola bilíngue, onde começamos com aulas de inglês falado. Temos em torno de 100 alunos estudando inglês no contra turno. Esses alunos estão praticando mais a fala  e não a escrita,  para que possam chegar o mais rápido à comunicação. Porque nos cursos convencionais você primeiro aprende a escrita e leitura,. Nós fechamos um convênio com uma escola de inglês e a escola vem dar aula aqui no CMPM 4, com bolsas de até 70% de desconto, isso atraiu os pais e os alunos”, destacou.

E também explicou como funciona a avaliação dos alunos, para verificar o quanto eles evoluirão. “Eles aprendem uma música, letra composição gramatical, e na sexta-feira eles se apresentam, cantando a música para um jurado que muda toda semana, trabalhamos com a parte lúdica. A partir do ano que vem os alunos que vierem fazer a prova para ingressar na escola terão que fazer prova de inglês também, As disciplinas da prova serão: português, matemática e inglês, porque essa é a proposta da escola, fazer uma escola bilíngue, desde os alunos até os docentes e coronéis”, disse.

A vinda dos norte-americanos à escola foi feita por meio da parceria entre a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) e a Igreja Presbiteriana de Manaus, que por sua vez fez o intermédio, realizado pelo coordenador e tradutor do projeto, pastor Djard Cadais de Moraes, que é responsável pelo grupo de professores e alunos americanos da Universidade Messiah College, na Pensilvânia (EUA).

“Eu vejo o projeto de inglês como indispensável, quando alguém se propõe a ensinar outra língua, abre aos estudantes novos horizontes e possibilita que eles tenham mais uma ferramenta”, frisou o Coordenador Djard.

O grupo de alunos e professores americanos ministraram aulas bem descontraídas e agitadas onde os alunos e podiam interagir por meio de música, dança demonstração de figuras e atividades que envolviam correr, abraçar, entre outroas atividades. Para as universitárias norte-americanas Kati Oniel, Natalia Topurin, e Olivia Lorson, foi a primeira vez que as três vieram a Manaus e acrescentam que foi uma experiência maravilhosa, pois se divertiram ao ensinar as partes do corpo humano para os alunos. “É uma grande honra pra mim estar aqui na escola, eu estou amando essa experiência e espero que eu consiga retornar”, contou Kati.

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