BeachBoxing: o novo boxe que vai levar competição às areias de Saquarema (RJ)
Com regras específicas, nova modalidade terá no próximo fim de semana a 2a Etapa de 2017 na praia de Itaúna, conhecida pelos campeonatos mundiais de surf. O acesso é grátis

No próximo dia 29 de julho, a cidade de Saquarema (RJ), conhecida mundialmente pelos campeonatos de Surf, será palco também de uma outra competição. Chega à Região dos Lagos, mais precisamente na famosa praia de Itaúna, a 2ª Etapa BeachBoxing 2017, um esporte bem parecido com o boxe tradicional, mas com algumas peculiaridades específicas para a versão praiana. Uma delas é adequação do ambiente da luta para a beleza dos cenários naturais. Neste ano, é o segundo evento do campeonato.

Num ringue de 5×5 metros – um pouco menor que o convencional que mede 6×6 metros -, só que montado na própria orla , lutadores com experiência disputarão as medalhas à beira mar. Apesar de estarem sobre a areia, o uso dela para prejudicar o adversário é uma das normas mais observadas nas competições pelos juízes, considerados muito mais rigorosos do que os das lutas tradicionais.

Outra coisa: os praticantes do beachboxing podem concorrer também em outros esportes, com exceção do próprio boxe. Mas é que a Confederação Brasileira de Boxe exige exclusividade dos atletas. Já a Federação do Boxe de Praia, a Febop, é mais maleável. O que seria uma rdificuldade acabou tornando-se um atrativo para o novo esporte, que começou a receber procura de nomes de ex-boxistas, amantes do esporte, mas que não poderiam se dedicar com exclusividade à modalidade.

O BeachBoxing é tão democrático quanto o Ultimate Fighting Championship (UFC), atletas de diferentes modalidades podem participar das competições, desde que sigam as regras do esporte. Só para se ter ideia, somente esta etapa serão 17 lutas, com três rounds de 1 minuto e 30 segundos cada, totalizando em média três horas de competição, quando os vencedores de cada luta são anunciados ao final, nos mesmos moldes do UFC.

Idealizador do evento, o também treinador Moacyr Lima começou sua atuação em 2012, na Praia do Pepê, no Rio de Janeiro. Durante alguns anos, reuniu vários praticantes e, juntos, resolveram profissionalizar os encontros. Montaram o ringue na praia, com a autorização da prefeitura, e para oficializar o esporte, criaram a Federação do Boxe de Praia, a FEBOP. Essa será a décima rodada, a segunda somente este ano. “Chegaremos no nosso décimo evento no dia 29 de julho, uma marca muito importante e que mostra a evolução dos nossos eventos. E, claro, o crescimento meteórico desta nova modalidade”, completa.

A inovação é um dos principais aspectos da competição. Para Marcelo Santos, um dos fundadores e praticante da modalidade, o novo esporte reconstrói a imagem da luta, que sempre foi vinculada aos ringues fechados. "A luta em si é um pouco marginalizada. Costuma ser realizada em locais fechados, mas quando você traz a um ambiente aberto e uma vitrine como é a praia, as coisas mudam", afirma.

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