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Anistia Internacional – Declaração Jurema Werneck – Dia Mundial da Juventude – 12 de agosto

Anistia Internacional – Declaração Jurema Werneck – Dia Mundial da Juventude – 12 de agosto
Geovanni

No contexto da celebração do Dia Mundial da Juventude, celebrado no dia 12 de agosto (sábado), Jurema Werneck, Diretora Executiva da Anistia Internacional declara:

"Os jovens, sobretudo negros de favelas e periferias do Brasil, devem ter condições de exercer plenamente o seu potencial criativo, realizador e transformador. Muitos já atuam neste sentido e têm feito a diferença ao explicitar toda a potência destes territórios e grupos, enfrentando condições completamente adversas. Todos e todas têm direito a uma vida livre de violência e preconceito".

“A violência letal tem idade, cor e sexo no país: de acordo com o Atlas da Violência (Ipea/FBSP), em 2015, 60 mil pessoas foram assassinadas no Brasil, sendo mais de 70% por armas de fogo. Destas, 54% são jovens entre 15 e 29 anos, majoritariamente homens e negros. Em 10 anos foram cerca de 300 mil homicídios contra jovens, o equivalente a quase a um país inteiro, como a Islândia”.

“Não podemos deixar que esta tragédia continue acontecendo. As autoridades brasileiras têm a obrigação de reduzir e prevenir a violência armada, priorizando as áreas e grupos mais afetados e que enfrentam os maiores obstáculos para usufruir de seus direitos”.

CONTEXTO

A Anistia Internacional tem chamado a atenção para a realidade preocupante em que se encontra a juventude brasileira, em especial a juventude negra e moradoras de favelas e periferias. Além da campanha Jovem Negro Vivo, em que alerta a população para a alta taxa de homicídios contra jovens no Brasil, a Anistia Internacional lançou a campanha ‘Direitos não se liquidam’, onde aponta mais de 100 iniciativas legislativas que ameaçam direitos conquistados e ferem obrigações internacionais assinadas pelo Brasil e a própria Constituição do País.

Parte destas iniciativas em curso no Congresso Nacional atingem diretamente direitos da juventude, especialmente as de redução da maioridade penal, que visam processar como adultos menores de 18 anos de idade.

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