Foguetes lançados a partir do Líbano voltaram a atingir, na manhã desta quinta-feira, a região norte de Israel, que já havia sido atingida por três foguetes durante a madrugada, informaram fontes militares. O ataque, cuja autoria é desconhecida e que foi criticado pelo governo libanês, criou o temor de uma nova frente de batalha nos confrontos entre Israel e o movimento islâmico radical Hamas, que entram no 13º dia consecutivo com um saldo de mais de 700 mortes.

Os foguetes caíram na parte ocidental do norte do território israelense, segundo as mesmas fontes. Segundo o jornal israelense “Haaretz”, foram ao menos cinco foguetes que atingiram Israel nesta quinta-feira, deixando ao menos duas pessoas feridas.

Yaron Kaminsky/AP

Bombeiro israelense observa danos causados em cano por foguete atirado do Líbano; nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques
Embora nenhum grupo tenha assumido a autoria dos ataques, as autoridades apontam que os foguetes podem ter sido lançados por militantes ligados aos militantes do Hamas na faixa de Gaza.

Israel retaliou logo após o primeiro ataque com uma ofensiva da artilharia no que um porta-voz das Forças de Defesa descreveu como “resposta precisa à fonte do ataque” e pode significar uma reação militar limitada para evitar a escalada dos confrontos e a abertura efetiva de uma nova frente de batalha que exigiria ainda mais investimento das forças israelenses –e poderia causar ainda mais vítimas civis.

Três horas depois, os serviços de emergência israelenses disseram que ao menos mais um foguete atingiu a região vindo do Líbano. Não há informação sobre vítimas do ataque israelense no Líbano.

O temor israelense é de que os foguetes tenham sido lançados pelos militantes xiitas do Hizbollah. O grupo, como o Hamas, promove a luta contra Israel e é considerado por Washington uma organização terrorista, multiplicou seus discursos de apoio ao movimento palestino desde o início da ofensiva militar israelense na faixa de Gaza, mas nunca mencionou apoio militar.

Em meados de 2006, Israel travou uma guerra contra o Hizbollah após a captura de dois de seus soldados pela milícia xiita. Este conflito deixou mais de 1.200 mortos no Líbano, na maioria civis, e 160 vítimas israelenses, na maioria soldados.

Fontes da inteligência libanesa disseram ser improvável que o Hizbollah tenha protagonizado os ataques, que vieram de uma zona do norte do povoado de Nakura, área controlada por forças de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) e pelo Exército libanês, a cerca de 3 km ao norte da fronteira. Fontes do Hamas no Líbano também negaram envolvimento.

Segundo a imprensa local, as autoridades do Líbano decretaram o fechamento dos colégios da região. O Exército libanês e a força interina da ONU enviada ao Líbano, cuja missão é evitar uma alta da violência entre os países vizinhos, intensificaram as patrulhas nas zonas de onde foram lançados os foguetes.

Espaço aéreo

Arte Folha Online

Após o lançamento dos foguetes, do sul do Líbano, aviões de guerra de Israel penetraram no espaço aéreo libanês, segundo informa a imprensa local.

Fontes militares confirmaram que uma bateria de artilharia israelense disparou vários mísseis contra a zona de onde saíram os foguetes e que, por enquanto, cessou o fogo até estudar a situação.

Segundo as mesmas fontes, a Força Aérea israelense, apesar de ter sobrevoado o Líbano, não participou dos bombardeios desta manhã.

Para o Exército, se trata do ataque de alguma organização palestina como a que fez, um ano antes, disparos contra a área de Shlomi, não muito longe de onde caíram os foguetes da madrugada desta quinta-feira.

Autoria

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) evitou confirmar ou desmentir a autoria do lançamento dos foguetes do sul do Líbano contra território israelense.

“Não confirmo nem desminto o lançamento de foguetes, mas quero dizer que Israel não tem direito de questionar a origem dos foguetes”, disse o porta-voz oficial da FPLP, Anwar Raya, ao canal de televisão Al Jazeera.

A porta-voz do grupo palestino, que mantém uma importante presença no sul do Líbano, disse ainda que os árabes têm o direito de usar qualquer meio possível para ajudar seus “irmãos” que se encontram “sob contínua agressão” em Gaza.

“Quem puder lançar uma pedra contra a ocupação deve fazê-lo”, disse Raya ao canal de TV.

fonte: Jornal de Humaitá

Jornal de Humaitá – O portal de notícias do Amazonas
faça um comentários
Carregar mais artigos relacionados
Carregar mais em Internacional
Comments are closed.

Leia mais

Por que demitir pode não ser a melhor estratégia?

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) o Brasil encerrou o …