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Mapas temáticos revelam diversidade do estado do Amazonas

Mapas temáticos revelam diversidade do estado do Amazonas
Mapas temáticos revelam diversidade do estado do Amazonas (na imagem, mapa de vegetação)

O IBGE lançou no dia (09/12/2010) coleção de mapas temáticos abordando os temas Vegetação, Geologia, Geomorfologia e Solos do Amazonas. Com escala oficial de representação do estado (1:1.800.000, em que cada centímetro equivale a 18 kms) e atualizado por imagens de satélite, trabalhos de campo e dados de estudos anteriores, o material foi elaborado como parte do compromisso do IBGE de produzir informações sobre os recursos naturais de todo o Brasil até 2014. Os mapas já podem ser visualizados no site ftp://geoftp.ibge.gov.br/mapas/tematicos. O evento de lançamento da coleção, que colabora para as políticas públicas de ocupação e/ou reordenamento do espaço e visa ao desenvolvimento sustentável por meio do uso racional dos recursos naturais, ocorre às 10h (horário local, 12h no horário de Brasília), no auditório da Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), localizado na av. Djalma Batista, 3.578, bairro Flores, Manaus (AM).


Os mapas retratam a distribuição da diversidade de solos, vegetação, relevo e geologia no território e contêm informações relevantes para inúmeras atividades, entre as quais ensino e pesquisa. Para o planejamento territorial, por exemplo, podem ser empregados na compreensão e avaliação dos potenciais e limitações de uso do território e da dinâmica da paisagem, em diagnóstico ambiental, zoneamentos e planejamentos regionais e estaduais, em planos setoriais, como uso e conservação dos recursos hídricos, corredores de desenvolvimento, sistemas viários e outros.

O Mapa de Solos revela a predominância dos argissolos (identificados pelas letras PA, PV e PVA, em respeito a correlações internacionais) e sua localização na área compreendida entre os rios Negro e Madeira. Os latossolos (LA, LV e LVA), no leste e no norte do estado, representam os solos de maior potencial para uso agrícola, apesar de pobres em nutrientes. Nas serras, encontram-se os neossolos litólicos (RL), inadequados para atividade agrícola. Outras duas classes de solos que merecem destaque: os gleissolos, (GX) e os espodossolos (EK e ESK), observados principalmente na alta e média bacia hidrográfica do rio Negro. Ambos ocorrem em áreas sujeitas a inundação e também possuem baixa aptidão para uso agrícola. A vegetação classificada como campinarana é típica dos espodossolos.

Apesar de situar-se em região de marcante flutuação sazonal no nível dos rios, o estado do Amazonas tem apenas 10% do seu território classificados como planícies. A predominância de depressões entre as unidades de relevo surpreende menos que a presença de planaltos e planaltos rebaixados ao leste e serras de grande altitude ao noroeste – onde se situa, inclusive, o pico da Neblina, ponto culminante do Brasil. Essas e outras informações se encontram no Mapa de Relevo (tema Geomorfologia).

Já o Mapa de Vegetação revela a diversidade encontrada no estado, que vai além da chamada floresta ombrófila (densa e aberta). No Amazonas existe uma flora especializada de ocorrência nas grandes altitudes (refúgios vegetacionais), além de campos, campinas, campinaranas e cerrados. As informações encontram-se atualizadas segundo nomenclatura padronizada para todo o território brasileiro.

O Mapa de Geologia revela movimentos no interior da crosta terrestre no Amazonas, com destaque para a ocorrência de sismos na região de Manaus e adjacências. Outra evidência é a contínua migração de curso do rio Solimões, na região de Mamirauá, e do rio Negro, nas adjacências da cidade de Barcelos, para sudoeste – ambos adaptados a falhas geológicas com expressiva movimentação vertical. Além disso, há frequente ocorrência de lagos em posição interfluvial nas vertentes do rio Negro e de mudanças no padrão do canal deste rio, que em diversos pontos muda de retilíneo para entrelaçado, como na região do arquipélago de Anavilhanas. Os dados disponíveis demonstram que, desde o início da formação desses rios, o deslocamento para sudoeste dos canais nestes trechos, devido à movimentação vertical de falhas ativas, foi de cerca de 20 km, para o Negro, e 40 km, para o Solimões.

Fonte: IBGE “Comunicação Social”

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