Humaitá

Humaitaense António Cândido lança romance sobre o povo karipuna

Humaitaense António Cândido lança romance sobre o povo karipuna

Desses contatos o mais importante foi quando da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

Porto Velho-RO. O autor nos leva as corredeiras e cachoeiras do rio Madeira, no trecho que vai de Santo Antônio até Guajará-Mirim, fronteira com a Bolívia, para nos contar a história de Diaruí.

Discorre sobre o povo Karipuna que por causa das brigas entre as tribos, no início do Século XIX, saiu da bacia do rio Tapajós em direção ao Oeste para habitar a bacia do rio Jaci Paraná, e nos leva ao contato desse povo com o homem branco no final do Século XIX, que fizera com que esses índios se deslocassem, no início do século seguinte, para as cabeceiras do rio Mutum Paraná.

Desses contatos o mais importante foi quando da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que trouxe no seu rastro, de maneira definitiva, a acelerada exploração dos seringais e a decadência desse povo, uma vez que o trajeto da construção atravessava, principalmente, os domínios das tribos Karipuna.

Foi nesse cenário que aconteceu a história de Diaruí, encontrado pelos engenheiros da construção da ferrovia, com a perna necrosada, abandonado no “caminho do progresso”.

O narrador envereda por esse choque de culturas, crenças e mitos, chegando à dúvida do conflito psicológico de determinados personagens que chegam, às vezes, em não saberem mais no quê acredita.

Amor e ódio aparecem em determinados momentos com redobrado vigor e a vingança é o ingrediente que dá vida a essa narrativa, onde a sede de riqueza faz as pessoas passarem, sem escrúpulos, sobre o sofrimento dos oprimidos cujos gritos de socorro são abafados pela pujança da floresta Amazônica.

PERFIL DO AUTOR

Antônio Cândido nasceu num seringal meio perdido lá para as bandas do “Igarapé dos Botos” no Município de Humaitá – AM, mudando-se para Porto Velho ainda criança, onde fixou residência e permanece até hoje. Sua primeira experiência artística foi no teatro, com apenas 10 anos de idade. Logo em seguida mergulhou pela poesia e dela nunca emergiu. Tornou-se a própria. Considerado o poeta de Porto Velho, tanto nas suas colaborações literárias publicadas no jornal Alto Madeira, como no seu livro “Marcas do Tempo”, Antônio Cândido canta Porto Velho com seus bairros, ruas, travessas, vielas e outros logradouros. É autor da bandeira e o brasão do município de Porto Velho; da bandeira e hino do município de Costa Marques e dos hinos dos municípios de Jarú e Cerejeiras. Recebeu homenagens da Câmara Municipal como o Título – Amigo de Porto Velho, Cidadão Honorário de Porto Velho e a comenda José do Patrocínio, alusiva aos 100 anos da Abolição da Escravatura.

Sua grande paixão pela cidade de Porto Velho é demonstrada no poema que tem seu nome, além da história da legendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, toda contada em poesia, no livro “Madeira-Mamoré – O Vagão dos Esquecidos” (1ª Edição, 1998; 2ª Edição, 2000). É autor também do livro Enganos da Nossa História, publicado pela Edulfro. É membro da Academia de Letras de Rondônia.

Fonte:rondoniadinamica.com

O conteúdo do site tem expressa autorização de publicação desde que informe a fonte.

Jornal de Humaitá – O portal de notícias do Amazonas

Comentários

Comentários

Humaitá

More in Humaitá

Humaitá

Força Tática de Humaitá prende “Gabriezinho Capetinha” com arma de fogo

Jornal de Humaitá18 18America/Manaus novembro 18America/Manaus 2017

Deputados destacam união em torno da BR-319 que vai beneficiar todo o Amazonas

Jornal de Humaitá17 17America/Manaus novembro 17America/Manaus 2017

Urgente! Motociclista morre em acidente de trânsito em Humaitá-AM

Jornal de Humaitá16 16America/Manaus novembro 16America/Manaus 2017

LOTEAMENTO GANHA LEGALIDADE E APOIO DO PREFEITO DE HUMAITÁ-AM

Jornal de Humaitá15 15America/Manaus novembro 15America/Manaus 2017

Whatsapp: Vídeo compartilhado mostra briga em escola de Humaitá-AM

Jornal de Humaitá14 14America/Manaus novembro 14America/Manaus 2017

Prefeito promete que vai pavimentar rua que liga conjuntos em Humaitá-AM

Jornal de Humaitá11 11America/Manaus novembro 11America/Manaus 2017

Humaitá-AM: Garimpeiro desabafa nas redes sociais após balsas serem queimadas

Jornal de Humaitá9 09America/Manaus novembro 09America/Manaus 2017

Caso Tenharim: MPF denuncia 11 pessoas por depredações a prédios públicos em Humaitá (AM)

Jornal de Humaitá30 30America/Manaus outubro 30America/Manaus 2017

Quebra-Quebra: Funcionários do Ibama e do ICMBio deixam Humaitá (AM) escoltados pela Polícia

Jornal de Humaitá30 30America/Manaus outubro 30America/Manaus 2017
Seja bem vindo.

Categorias

Arquivos

Copyright © 2017 Jornal de Humaitá