Candidatos a concursos públicos têm que se dedicar em todas as avaliações que compõem o certame. São muitas disciplinas para estudar e, por isso, quem leva a sério a seleção, entra em cursinhos. Mas, o que geralmente ocorre, é que os concurseiros apenas estudam para as provas escritas e não dão o devido valor aos testes físicos, muito importantes em seleções como a da Polícia Militar. Não é à toa que o índice de reprovação nessa fase seja alto. Para que os concorrentes consigam a tão sonhada aprovação, eles precisam, literalmente, suar a camisa.

O professor de Educação Física, Elon da Silva Araújo Junior, avisa que os concurseiros devem se preocupar com o teste físico logo que tomarem ciência do edital. “A maioria dos alunos se preocupa com a parte teórica e esquece da parte física. Isso tem causado um índice de reprovação muito grande pelos candidatos. Eu recomendo que, no momento de fazer a inscrição ou mesmo quando ele se predispõe a fazer um concurso, por exemplo, para policial ou outros da área de Segurança Pública, que cobra teste físico, já começar o treinamento paralelamente aos estudos da prova teórica”. Um exemplo que ele dá é o exame da PF: “muita gente objetiva a prova da Polícia Federal e todos sabem que esse concurso tem teste de aptidão física. Então, assim que começar os estudos teóricos, também comece os físicos, até porque a PF é uma instituição que cobra muito dos candidatos. O tempo médio de condicionamento para obter os índices é de três a seis meses, dependendo da pessoa”.
Elon fez uma pesquisa para saber quais são os exercícios mais cobrados. Ele chegou ao total de 17 tipos exigidos: “Eu já comecei a catalogar todos os testes físicos cobrados pelas diversas bancas. Dentre esses 17, há variações, como quatro tipos de abdominais, as flexões e a barra também variam de acordo com a banca. De todos, existem cinco mais cobrados: teste de corrida de resistência (teste dos 12 minutos), barra, abdominal, flexão e natação”.
O ideal é que se faça, no mínimo, três vezes na semana, de 1h a 1h30 de exercícios. Porém, o treinamento deve ser conforme o concurso prestado. Geralmente, para certames com mais de três testes, Elon recomenda que, em um dia, seja trabalhado dois tipos de exercício e, no outro, mais dois diferentes. O candidato deve alternar para não desgastar muito uma única musculatura. De preferência, faça uma atividade aeróbica, principalmente corrida, em um dia, e depois a localizada (flexão, barra ou abdominal).
Para o professor, é importante que o candidato peça a ajuda de um profissional habilitado, que seja orientado por alguém que conheça as bancas, o que elas exigem: “além do condicionamento físico, a execução incorreta do teste também reprova. Um exemplo disso é a barra. Se o candidato não ultrapassar o queixo ou não estender totalmente na descida, não computa a repetição. No caso da abdominal, se não encostar o cotovelo no joelho, também não é computada a série. O candidato tem um desgaste desnecessário e não vai conseguir a pontuação que precisa. Por isso, treinar com um profissional especializado em preparação física e com registro no Conselho Regional de Educação Física, é fundamental”.
Mas o cuidado com a saúde não deve ser esquecido. Também é preciso procurar um médico antes de iniciar qualquer treinamento. Ele só pode começar os exercícios após procurar um cardiologista e fazer exames como um eletrocardiograma e um exame de sangue completo, para saber se está em condições de se submeter ao esforço físico exigido.
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