Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 12 de junho de 2011.


“Nós recebemos denúncias de estudantes e de pais de alunos que, na escola Armando Nogueira, os professores estavam obrigando os alunos a assistir aos vídeos. Muitos estudantes reclamaram que nem sequer puderam sair da sala, que foi trancada. O próprio diretor da escola confirmou que estava sendo obrigado pelo secretário de educação a exibir os vídeos”. (Deputado Astério Moreira – PRP)
O que esperar de um  país onde ministros da Corte Suprema negam a extradição de Battisti e determinam a libertação de um homicida que foi condenado na Itália à prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas? O que esperar de um país onde obras são super-faturadas com aval do governo federal para beneficiar seus sequazes encastelados no poder? O que esperar de um país onde ministros acusados de enriquecimento ilícito são acobertados pelo Procurador Geral da república? O que esperar de um país que pretende desarmar os cidadãos de bem, enquanto os mal-feitores agem impunemente?

– Alunos Obrigados a Assistir o “Kit Gay”
A bancada evangélica na Assembléia Legislativa do estado do Acre convocou o secretário de Justiça e Direitos Humanos Henrique Corinto para explicar porque professores da rede estadual de ensino estavam obrigando estudantes a assistir aos vídeos distribuídos pelo MEC. Os deputados fizeram questão de assistir os vídeos na presença do secretário e desaprovaram o filme que trata do amor entre dois adolescentes do sexo masculino.  

“Isso é crime. Quer dizer que estão usando nossas crianças como cobaias”.

(deputada Antônia Sales)
A indignação dos políticos foi maior ainda quando tomaram conhecimento de que, apesar de proibidos nos demais estados da federação, Rio Branco e Recife tinham sido selecionados, pelo MEC,  como parte de um plano piloto onde os vergonhosos filmetes seriam exibidos.  O Pastor José Ildson, presente na reunião que durou duas horas, alertou, ao secretário Henrique Corinto, que se o material não fosse recolhido imediatamente, a sociedade seria mobilizada e afirmou: “Se é proibido falar de religião nas escolas, por que é obrigado falar de homossexualismo? Não vejo bom senso nessa medida, e vamos reagir contra. Não podemos ser punidos por defender a família, o que não significa que sejamos contra os homossexuais. Somos contra a indução, a apologia à prática”.

E–mail: hiramrs@terra.com.br

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