Aumento da produção no Polo Industrial de Manaus elevou a importação de suprimentos vindos da China. Estado já consumiu US$ 7,2 bilhões, sendo US$ 2,3 bi só do país asiático

Aumento da produção industrial do PIM eleva as importações de componentes, especialmente da Ásia, que tem a China como principal fornecedor para o Amazonas.
Manaus – O aumento da atividade do Polo Industrial de Manaus (PIM) elevou em 18% as compras na China, com recorde de US$ 2,34 bilhões, o que representou 13% de tudo o que o Brasil importou daquele país este ano. De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as importações do Estado somaram US$ 7,29 bilhões, alta de 25%.

A China é o maior fornecedor de insumos para o PIM, com participação de quase um terço de todas as compras externas do Amazonas, principalmente para a produção de televisores. A compra desses componentes expandiu 17% no ano, ao somar US$ 1,5 bilhão. Outras partes e acessórios para motocicletas inclusive ciclomotores também tiveram as compras aumentadas em 79% esse ano, em comparação ao ano passado.
Entre as 40 empresas do País com o maior volume de importações, quatro têm unidades no Amazonas e São Paulo concentra 36,7% do total das compras chinesas.
Mesmo com o aumento da produção e das vendas do PIM, a valorização do real frente ao dólar resultou na competição direta dos produtos chineses em relação aos produzidos em Manaus, segundo avaliação do presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco. “As importações e o ritmo do PIM devem continuar batendo recordes esse ano pois no segundo semestre a produção industrial se intensifica para as vendas de fim de ano”, afirma Périco.
O segundo maior fornecedor de componentes para o PIM, a Coreia do Sul expandiu as vendas em 14,6% , com US$ 1,17 bilhões e os Estados Unidos ultrapassaram o Japão, que enfrentou uma crise energética após ser abalado por um terremoto e um tsunami, em março. Os EUA exportaram US$ 848,8 milhões, alta de 79,9% sobre 2010.
Exportações
As vendas externas de preparações para elaboração de bebidas (xaropes) desbancaram exportações de celular, o que fez da Recofarma a principal exportadora do ano, enquanto a Nokia caiu para o quarto lugar.
Déficit da balança é de US$ 6,9 bi
A balança comercial do Amazonas totalizou um déficit de R$ 6,9 bilhões no acumulado de janeiro a julho desse ano, o resultado está 30% acima da diferença entre as importações e as exportações do ano passado.
De acordo com os dados do Mdic, as importações expandiram 15% em relação ao acumulado dos primeiros sete meses de 2010, enquanto as exportações reduziram 24% no mesmo período.
No acumulado do ano até julho, as importações do Amazonas puxadas pela indústria somaram US$ 1,27 bilhão e as exportações US$ 83,5 milhões.
Somente em julho, as compras externas somaram US$ 1,27 bilhão, 9% acima do resultado do mês anterior (US$ 1,17 bilhão). As exportações, por sua vez, caíram 44% em julho comparado a junho do mesmo ano, uma diferença de US$ 66 milhões.
Redação: D24am.com
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