A Secretaria Estadual de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (SEMGRH) participa nesta quarta-feira, dia 17 de agosto, a partir das 14h, no auditório Beth Azize da Assembleia Legislativa do Amazonas, de audiência pública realizada pela Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia da Assembléia Legislativa do Amazonas, para tratar sobre a exploração do calcário do Rio Sucunduri.

A utilização do minério pode por fim aos problemas enfrentados pelas mais de cinco mil famílias do assentamento do Juma, no município de Apuí, região sudeste do Amazonas, o maior da América Latina, que enfrentam dificuldades para produzir por conta da baixa produtividade do solo.
O secretário da SEMGRH, Daniel Nava, explica que apesar da proximidade entre depósito calcário do Rio Sucunduri e o assentamento do Juma, ambos localizado às margens da rodovia Transamazônica, a exploração do minério está inviabilizada pela existência entre os dois do Parque Nacional do Juruena.
“A exploração do minério é possível desde que se consiga encontrar uma saída para o transporte dele até o assentamento, considerando que hoje o único caminho possível é passando pelas terras do Parque Nacional do Juruena, o que pela legislação brasileira, não é permitido”, esclarece Daniel Nava.
O secretário está otimista de que, a partir da audiência publica que vai reunir agentes dos governos federal, estadual, do município de Apuí e lideranças dos trabalhadores, será possível encontrar uma saída para o impasse. Segundo Nava, sem acesso ao calcário, as famílias de agricultores familiares do assentamento do Juma não têm como continuar produzindo.
“O solo desta área é muito pobre e necessita de correção, que é feita com o calcário dolomitico (calcário mais magnésio), um mineral bastante abundante na região”, explica. Nava diz que a situação das famílias do assentamento do Juma é bastante difícil porque estão divididas em duas opções, ou importam calcário do Mato Grosso, a um preço que chega as ser até mil vezes mais caro que o praticado no mercado brasileiro ou continuam desmatando para ter terra nova, o que é inaceitável diante da política de desenvolvimento sustentável do Governo do Estado do Amazonas.
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