Manaus – Para aumentar as chances de empregabilidade dos haitianos no mercado de trabalho, o Governo do Estado promove cursos de capacitação para os migrantes que residem em Manaus. Do mês de março até agosto deste ano, mais de 300 haitianos concluíram ou estão em fase final dos cursos de qualificação profissional em português para estrangeiros, pedreiros de edificações e corte e costura.

Os cursos são promovidos pelo Centro de Educação Tecnológica do Estado do Amazonas (Cetam) em parceria com a Pastoral dos Migrantes e as aulas são ministradas nos centros paroquiais da capital. De acordo com a presidente do Cetam, Joésia Pacheco, a demanda maior dos haitianos é direcionada para os cursos de português para estrangeiros. Para atender a esta demanda, no próximo dia 15, o Cetam inicia três turmas para o curso intensivo de português para estrangeiros, nas paróquias dos bairros de São Geraldo, Presidente Vargas e Beija Flor. Ao todo, 146 haitianos vão participar da capacitação.
“Uma das dificuldades primeiras que eles (migrantes) encontram ao chegar no Brasil é o desconhecimento da língua portuguesa. A maioria não tem noção alguma do idioma e tentam se comunicar com a mistura de palavras em português com o crioulo, língua predominante do Haiti”, disse Joésia, acrescentando que nos próximos dias 17 e 25, outras cinco turmas de idiomas serão concluídas, o que representa a capacitação de 190 haitianos. As aulas são ministradas uma vez por semana ou, dependendo da disponibilidade de horário dos alunos, acontecem nos finais de semana.
Oferta de empregos – Uma das representantes da Pastoral dos Migrantes, Ozanir Silva, reforça a principal necessidade dos migrantes. “Eles (haitianos) podem ter alguma especialização, mas sem a fluência no português é difícil encontrar entrada no mercado de trabalho”, afirma.
De acordo com Ozanir, um dos setores que mais contratam estes migrantes é o da construção civil, seguido do industrial. “Como Manaus está crescendo, o que não falta é procura pela mão de obra especializada, por isso os cursos do Cetam são importantes e estão contribuindo muito para que os imigrantes possam retomar a vida no Brasil”, destaca Ozanir.
Inclusão social – A informática é outra ferramenta, apontada pela presidente do Cetam, Joésia Pacheco, que agrega valor profissional aos haitianos que disputam por uma vaga no mercado de trabalho. No último sábado (6), 24 imigrantes concluíram o curso de informática básica, por meio do projeto Comunidade Digital do Cetam. Durante três meses, aos sábados, os haitianos tiveram aulas de português, ministradas por instrutores do centro educação, na Igreja de São Raimundo, Zona Sul da cidade.
O professor de informática, Aderaldo Nunes, explica que o projeto Comunidade Digital reúne várias secretarias estaduais que atuam em questões socioeducativas. Os cursos de informática são ofertados nos bairros onde existe uma demanda maior de jovens em situação de vulnerabilidade. O professor explica que as aulas acontecem nas escolas estaduais que dispõem de infraestrutura. Em contrapartida, o Cetam oferece os instrutores. “No caso dos haitianos, a pastoral entrou em contato com o Cetam e a paróquia de São Raimundo disponibilizou o laboratório e espaço físico. O centro de educação presta o apoio com os professores”, afirma.

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