Demanda foi discutida nesta sexta-feira entre associações indígenas e Seind. Serão fornecidas vagas para 20 indígenas
Indígenas se reúnem em Manaus para discutir sobre curso de inglês que será destinado às suas associações (Divulgação/Seind)
Indígenas que vivem em Manaus vão fazer curso de língua inglesa para que obtenham facilidade na comunicação com estrangeiros durante a Copa do Mundo de 2014. O curso é uma demanda das organizações de grupos indígenas de Manaus que têm encontrado dificuldades em comercializar os produtos com o turista estrangeiro.

O curso será gratuito e faz parte de uma parceria da Secretaria Estadual de Povos Indígenas (Seind) com a Amazonastur, órgão do Estado responsável pela demanda turística para o evento esportivo. As aulas serão ministradas pelo Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).
O projeto foi apresentada pela Seind nesta sexta-feira (12) aos representantes das associações. A lista com os nomes de quem irá participar será enviada até o fim da próxima semana.
“As aulas ainda não tem data para começar, mas vai haver uma reunião com todos os envolvidos para definir os próximos passos”, informou o técnico do Departamento de Promoção dos Direitos Indígenas da Seind (Depi), Rafael Costodio Tikuna.
“Eles vão levar a proposta para suas associações, porém tem um prazo para nos trazer os nomes”, lembrou Rafael.
Escoamento
A dificuldade de comunicação com turistas é enfrentada todos os dias por pessoas como Jomara Araci Dessana, que é coordenadora da Associação dos Artesãos Indígenas Residentes em Manaus (Airm).
A entidade tem 25 associados, sendo que dez deles deverão ser indicados para o curso.
“Vai ajudar muito a gente, porque representa a comunicação com o turista”, observou. “A gente perde muitas vezes de vender por não falarmos inglês”, justificou.
Quem também não vai perder a chance de se capacitar é o artista plástico e radialista Francisco Kokama.
Ele consegue amenizar alguns prejuízos ao se comunicar em espanhol com os turistas, mas alega que o inglês é fundamental para quem ainda luta por oportunidades entre os não indígenas.
“Eu entendo um pouco do espanhol, mas preciso da outra língua para escoamento e venda dos protudos”, afirmou Francisco, que também é presidente daAssociação dos Artistas Indígenas de Manaus Amazônia Viva, localizada no bairro Grande Vitória, Zona Leste.
O indígena Pedro Sateré aproveitou a reunião para sugerir que, a exemplo do inglês, o estado também possa ministrar cursos de idiomas indígenas, exclusivamente para os não indígenas.
“Seria legal se o turista também pudesse falar com a gente em sateré, tikuna e outras línguas”, argumentou.
As informações são da assessoria de imprensa da Seind.
Fonte: ACRITICA.COM
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