Manaus é a sede da Copa de 2014 com o maior potencial de geração de energia solar. A constatação é de um estudo preliminar da KFW, banco alemão parceiro do Governo do Amazonas no desenvolvimento do projeto de captação de energia alternativa a partir de coletores solares na área da Arena da Amazônia.

O estudo apontou que a grande capacidade de geração de energia fotovoltaica está relacionada ao fato de o entorno da arena possuir uma grande área para a instalação de placas. Além disso, a cidade está localizada em latitude próxima à linha do Equador, o que descarta sombras nas edificações, uma vez que os raios incidem o ano todo perpendiculares às superfícies. “Mesmo tendo o céu encoberto por nuvens em boa parte do ano, a luminosidade (radiação difusa) é alta, o que contribui para a geração de energia”, explica a arquiteta e urbanista Taís Furtado, assessora da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa).
O projeto da KFW é voltado para as estruturas do entorno da arena – Centro de Convenções, Sambódromo, Arena Amadeu Teixeira, Vila Olímpica e o próprio estacionamento do estádio. A ideia é colocar as placas de captação de energia solar nos telhados desses espaços e não mais no novo estádio, para não comprometer o conjunto arquitetônico da Arena da Amazônia. “Se conseguirmos utilizar as áreas de estacionamentos, teremos a maior produção de energia solar para a Copa, se comparado às outras cidades sede”, completa Taís Furtado.
De acordo com o coordenador da UGP Copa, Miguel Capobiango Neto, a questão ambiental norteará a maioria dos projetos do Mundial em Manaus, que vem sendo chamado de Copa Verde. “Manaus é tida como a capital sustentável da Copa, entre as 12 cidades-sede e vamos corresponder com a expectativa”, disse o coordenador, ao ressaltar a pesquisa divulgada pela Fifa durante o Sorteio Preliminar, no último fim de semana, no Rio de Janeiro, apontando que, na visão do turista estrangeiro, a Amazônia é a grande marca da Copa no Brasil.
Green Goal – A partir da Copa de 2006, na Alemanha, a Fifa estabeleceu o “Green Goal”, programa cujo objetivo é reduzir danos causados ao meio ambiente em todo o processo de realização da Copa do Mundo, principalmente nos estádios. Entre as metas almejadas está a redução do consumo de água potável com aproveitamento das águas pluviais, além de eliminação dos riscos de contaminação de águas subterrâneas e redução do consumo de energia elétrica, entre outras.
Na forma de um grande cesto de palha, a Arena da Amazônia é considerada por especialistas como o melhor projeto de arena sustentável, entre as 12 cidades-sede. O estádio foi projetado para garantir o máximo de aproveitamento da luz do dia, além de sistema de resfriamento natural e aproveitamento de águas pluviais.
Reaproveitamento – O estádio de Manaus também deu um grande exemplo em relação à reutilização de materiais que seriam descartados. É o caso do concreto, que após a demolição do Vivaldão, foi triturado e reaproveitado na obra da Arena da Amazônia. Os assentos, instalações sanitárias, pias, torneiras, entre outros, foram destinados aos estádios no interior e também ao Clube do Trabalhador, enquanto a cobertura foi entregue à Prefeitura de Manacapuru, a 84 quilômetros de Manaus, para ser aproveitada no estádio Gilbertão.
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