As quatro toneladas do produto que foram apreendidas em um ramal no município de Novo Aripuanã (AM) em junho deste ano, seria usada para destruir aproximadamente quatro mil hectares de floresta

Agrotóxico encontrado pelo Ibama em Novo Aripuanã (Divulgação)

Novo Aripuanã (AM) – Após investigações, a empresária de Rondônia, Márcia Corrente Teixeira, foi identificada como a responsável pela aquisição das quatro toneladas de produto altamente tóxico apreendidos pelo IBAMA, no início de junho deste ano, dentro de um ramal em uma Unidade de Conservação no município de Novo Aripuanã-AM, que seria usado para destruir cerca de 4 mil hectares de floresta.

As investigações tomaram corpo quando o IBAMA identificou o número da nota fiscal no produto que estava escondido no ramal. Como agrotóxicos devem ser rastreados durante sua comercialização, por determinação do Ministério da Agricultura, foi identificada a empresa que vendeu o produto.
Com base nestas notas fiscais, o IBAMA notificou a empresa para apresentar o nome da pessoa que adquiriu o defensivo químico. A informação chegou ao instituto com o nome de Márcia Corrente Teixeira, que é esposa da pessoa que o IBAMA tinha como principal suspeito, Gilmar Teixeira.
Gilmar Teixeira é considerado um dos maiores desmatadores do estado do Amazonas, já foi multado em mais de 23 milhões por desmatar mais de 4,5 mil hectares de floresta no município de Novo Aripuanã-AM. O agrotóxico foi encontrado na entrada do ramal que leva até a área de domínio da união que foi invadida para implantação da grande Fazenda, conhecida no local como Fazenda da GR ou Fazendo do Gilmar.
A área está sendo monitorada desde 2005, para evitar novos desmatamentos. Por isso, o serviço de inteligência do IBAMA descobriu que Gilmar Teixeira estaria planejando desmatar com o uso de agrotóxico. De acordo com informantes, o infrator estava esperando o IBAMA sair da região para contratar homens e motosserras para desmatar, no entanto, a presença constante das operações fez com que ele desistisse de desmatar do modo convencional e estaria comprando agrotóxico para burlar a fiscalização e completando seu ambicioso plano.
As investigações mostram que as suspeitas estavam corretas, por isso, a responsável pela aquisição foi multada em R$ 2 milhões por armazenar produto tóxico em local inapropriado causando dano direto a unidade de conservação, com intenção de destruir parte da Floresta Amazônica, objeto de especial preservação, ferindo a Lei 9.605/98 e a Constituição Federal.
De acordo com o Chefe da Divisão de Fiscalização do IBAMA no Amazonas, Jerfferson Lobato, o caso já foi encaminhado ao Ministério Público Federal e Estadual. Ele Informou ainda que o sul do Amazonas continuará sendo monitorado mantendo a operação Guaricaya em campo para evitar novos crimes contra o meio ambientais.
Redação acritica.uol.com.br
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