As solicitações são para localidades com histórico de violência, onde o magistrado julga que há risco para a manutenção da ordem pública.
Forças Federais já foram acionadas. Foto: Divulgação/Exército Brasileiro
MANAUS – A cinco meses das eleições de 2012, os preparativos para o pleito já começaram. No Amazonas, o pedido de ajuda às Forças Federais (Exército) para 25 cidades marcam o início dos trabalhos. O número de municípios atendidos com o reforço policial pode chegar 40, conforme expectativa do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

As solicitações são para localidades com histórico de violência, onde o magistrado julga que há risco para a manutenção da ordem pública.
Mesmo com as precauções, o Estado ainda precisa vencer desafios para garantir eleições livres e seguras. Um dos problemas é a falta de juízes eleitorais em algumas comarcas do interior, situação sinalizada pelo governador do Amazonas, Omar Aziz.
Para amenizar a dificuldade, o TRE/AM e o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) uniram-se a fim de garantir a presença de, pelo menos, um juiz em todas as cidades do Amazonas. O TJ designou 17 magistrados da capital para o interior; e dois do interior – que estavam sem função eleitoral – foram remanejados.
De acordo com o presidente do TRE, Flávio Pascarelli, as mudanças garantem a presença de juízes nas 19 comarcas do Estado que estavam sem magistrados. “Para os Termos, 30 dias antes das eleições serão designados os juízes da capital. Porque não há necessidade de juiz no local para exercer o poder de polícia nas eleições. De tal maneira que tenho, junto com o desembargador João Simões (presidente do TJ-AM), resolvido esse problema da falta de juízes eleitorais no interior do Amazonas”, garantiu.
Em 2011, o TJ/AM encerrou as atividades judiciárias em 36 cidades no interior. Na época, o órgão alegou não ter verba suficiente para continuar com o serviço. No mesmo ano, o governador anunciou o aumento de R$ 20 milhões e o acréscimo do percentual para este ano na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O montante garantiu R$ 420 milhões em recursos por ano ao TJ-AM e a continuidade das operações nos municípios do Estado.
Urnas eletrônicas
A logística é outra dificuldade na região. O esforço para o transporte de urnas eletrônicas está entre os desafios. Há duas fases neste processo. A primeira etapa é a distribuição das máquinas para os municípios-polos – Manacapuru, Parintins, Itacoatiara, Silves, Tefé, Eirunepé, Maués, São Gabriel da Cachoeira, Santo Antonio do Içá, Coari, Codajás, Tabatinga, Benjamin Constant, Atalaia, Autazes e Presidente Figueiredo. Durante a distribuição, que acontece em agosto, as cidades recebem os dados dos candidatos, eleitores e das seções da própria cidade e dos municípios próximos.
A partir do levantamento dos dados, começa a segunda fase da logística: a distribuição das urnas para os locais de difícil acesso. Na operação, são utilizados automóveis, barcos, lanchas rápidas, aviões, hidroaviões e helicópteros. A mobilização ocorre na semana que antecede o pleito. Este ano, ao todo, serão utilizadas 7.388 máquinas de votação, sendo 3.400 na capital e 3.988 no interior do Amazonas.
Fonte: Juçara Menezes – acritica.uol.com.br
Jornal de Humaitá – O portal de notícias do Amazonas
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