Eles reivindicam investimento na saúde indígena nas aldeias próximas à cidade de Humaitá (AM), microrregião do Rio Madeira e em todo o estado de Rondônia

Cacique parintintin reclama da falta de transporte e
medicamentos (Foto: Jenifer Zambiazz/iG1)
Cerca de 50 índios do Sul do Amazonas e de Rondônia ocupam desde terça-feira (5) a sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Porto Velho. Cinco etnias, Tenharim, Parintintin, Mura, Karitiana e Pirahã se uniram para protestar. Eles reivindicam investimento na saúde indígena nas aldeias próximas à cidade de Humaitá (AM), microrregião do Rio Madeira e em todo o estado de Rondônia. Manifestações como esta vêm ocorrendo em vários estados brasileiros desde o mês de abril.

O principal problema, de acordo com o cacique da etnia parintintin, Antonio Parintintin, é com a falta de transporte para deslocar da aldeia aos hospitais de Humaitá. “Nós merecemos uma melhor atenção por parte do poder público. Estamos desassistidos e abandonados. Na aldeia sofremos com muitas doenças, como a malária, tuberculose e até o câncer e, quando precisamos de um atendimento médico, falta transporte para a locomoção”, contou.
Parintintin sofre de pressão alta e já chegou a andar mais de dez quilômetros a procura do serviço hospitalar. Outro problema relatado pelo cacique é a dificuldade na aquisição de medicamentos em farmácias da região, ele alega não ter condições de adquirir remédios para toda população aborígine.
Até às 20h30 desta quarta-feira, técnicos da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), membros do Ministério Público Federal (MPF) e lideranças indígenas até ainda participavam de uma reunião na sede do MPF em busca de solução para o caso.
Fonte: G1
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