Ao todo, Estado possui 4.016 médicos, sendo a 3.739 somente na capital.

Especialidade com maior número de profissionais é a Pediatria.

Proporção de médicos para cada mil habitantes no
capital chega a 2,04  (Foto: Roberto Carlos/Agecom)

Com um total de 3.590.985 habitantes, o Amazonas tem 4.016 médicos registrados no Conselho Federal de Medicina (CFM). Manaus possui 3.739 médicos em atividade, o que significa uma razão de 2,04 clínicos para cada mil habitantes. Ou seja, 93,1% dos profissionais registrados se concentram na capital. Os dados são da edição mais recente da Demografia Médica do Brasil, publicada pelo CFM.

Ainda de acordo com o Conselho, há uma divisão no número de especialistas e generalistas trabalhando no Estado. Enquanto 49,03% dos profissionais são titulados de forma específica, 50,97% exercem diferentes especialidades.
O estudo do CFM aponta que os especialistas em Pediatria configuram maioria no Amazonas, com 310 médicos. Depois, vem a Ginecologia e Obstetrícia (com 290) e a Cirurgia Geral (com 231), seguidas pela Clínica Médica (208), Anestesiologia (198), Medicina do Trabalho (158) e Ortopedia e Traumatologia (107). A especialidade com o menor número de profissionais registrados no Estado é a de Genética, com apenas um médico.
Outro dado de destaque é o número de clínicos que trabalham no setor público. No Amazonas, 2.814 médicos com Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o CFM.
O Estado teve índice significativo também na lista dos locais com maior concentração de médicos formados no exterior, com um total de 273 profissionais. Desse número, 61,54% atuam na capital e 38,46% no interior.
Número de médicos no Amazonas preocupa Omar
No início do mês, o governador do Amazonas Omar Aziz mostrou preocupação com o déficit de especialistas nos municípios do Estado. Durante mensagem na Assembléia Legislativa do Estado (ALE), Aziz declarou que “todo dia no Amazonas morre uma Santa Maria por falta de assistência médica”, fazendo referência à tragédia na cidade gaúcha.
O governador criticou o CFM pela suposta lentidão em autorizar processo de seleção de profissionais e até mesmo a contratação de médicos estrangeiros. “Sabemos que não há médicos especialistas em número suficiente do Brasil, por isso nossa proposta é fazer chamada para contratação de médicos de fora do país. Essa autorização para esses profissionais estrangeiros atuarem não seria definitiva e quando houvesse médicos brasileiros no mercado eles teriam prioridade na contratação”, explicou.
fonte: G1
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