Orçada em R$ 600 mil, a primeira cachaçaria do Estado deve entrar em operação no município de Humaitá (a 591 quilômetros de Manaus) até o final do primeiro semestre. No empreendimento, cuja instalação está em pleno vapor, serão fabricados aguardente, açúcar, caldo de cana in natura e pasteurizado, entre outros produtos derivados da cana-de-açúcar.
 
“O projeto entrou em fase de conclusão e a expectativa é de que no máximo até junho as operações sejam iniciadas na unidade, que funcionará na comunidade Santa Luzia”, assegura o titular da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), Eron Bezerra, ao pontuar que o projeto, idealizado pelo governo do Amazonas no ano passado, alavancará o desenvolvimento do interior.
 
Sobre a infraestrutura da agroindústria, Bezerra informa que a unidade, com 542 metros quadrados, está sendo construída em um terreno de 3,8 mil metros quadrados. “Todo o maquinário a ser utilizado no processo de fabricação dos derivados da cana-de-açúcar, como alambiques, caldeiras e tonéis, foi adquirido e está no município”, diz o secretário, ao pontuar que antes de entrar em pleno funcionamento, a agroindústria deverá passar por testes.
Em relação à produção, a Sepror informa que na cachaçaria serão fabricados 400 litros de cachaça por dia e 200 quilos de açúcar diariamente. “Além disso, na unidade também serão industrializados rapadura, melaço, açúcar mascavo e outros derivados da cana-de-açúcar”, garante o secretário.
 
De início, a industrialização de produtos derivados da cana-de-açúcar no Estado serão destinados para o mercado local, conforme Bezerra. “Grande parte desses produtos é importado de outros Estados. Atualmente, o Amazonas possui uma produção, por exemplo, de açúcar mascavo pequena, mas com a agroindústria em Humaitá poderemos ganhar força na atividade e, futuramente, abastecermos o Estado”, comemora o secretário.
 
Expectativa
 
Em Humaitá, são boas as expectativas em torno da agroindústria, que será administrada pela Associação dos Produtores Rurais da Comunidade Agrícola Santa Luzia (Apraluz). “A iniciativa será fundamental para o fortalecimento da economia da cidade, o que também favorecerá a permanência do homem no campo”, explica a presidente da associação, Diva Basso.
 
A dirigente destaca, ainda, que atualmente a entidade conta com 22 associados, número que deve disparar a partir do início das atividades da cachaçaria. “As pessoas estão empenhadas em produzir a cana-de-açúcar e, com a empreitada, esperamos que mais produtores se animem diante dos primeiros resultados do projeto a serem alcançados”, projeta.

 

Fonte: http://www.emtempo.com.br
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