MTE destaca casos nos municípios de Humaitá, Parintins e Manicoré.

AM tem 25 nomes da ‘lista suja’ do trabalho escravo
O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou, no último mês, a lista com os nomes dos empregadores que mantiveram trabalhadores em condições de escravidão, o relatório do MTE é atualizado semestralmente e, até o momento, soma 25 pessoas ou empresas flagradas na prática ilegal no Amazonas.

Além dos dados das pessoas ou empresas, o ministério destaca os quatro Estados brasileiros que mais aparecem no cadastro. O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é celebrado nesta terça-feira (28). A data foi escolhida para homenagear quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego que foram assassinados durante uma ação de denúncias de trabalho escravo em Unaí, Minas Gerais, em 2004.  
O titular da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas, Dermilson Chagas, alerta para a ocorrência de irregularidades em outros municípios como Humaitá, Parintins e Manicoré, principalmente nas atividades agropecuárias.
“A fiscalização do Trabalho é contínua, esperamos que com a entrada de novos auditores do Trabalho, no próximo concurso, essas fiscalizações possam ser maiores”, disse o superintendente Dermilson Chagas.
Do total de nomes que aparecem no cadastro, 26,08% foram registrados no Pará, que é o Estado que lidera o ranking de trabalho escravo no MTE. Normalmente, os trabalhos escravos na região estão ligados à extração em fazendas.  
Na sequência, aparece o Mato Grosso, com 11,23% dos registros. Operações policiais já resgataram trabalhadores que viviam em situação irregular em carvoarias no Estado
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, nos últimos dezoito anos, cerca de 45 mil pessoas foram resgatadas em situação de trabalho escravo 
Ranking
O Pará lidera o ranking no Brasil, com o maior número de empregadores inscritos na lista (26,08%), seguido por Mato Grosso (com 11,23%), Goiás (com 8,46%) e Minas Gerais (com 8,12%). Foram incluídos 108 nomes novos, dois voltaram (por força de determinação judicial) e excluídos 17, que se ajustaram aos requisitos administrativos. Ao todo, 579 nomes de empregadores no Brasil flagrados na prática de submeter funcionários a condições análogas à escravidão e/ou degradantes constam no cadastro do MTE. 
A lista pode ser consultada, por ordem alfabética, no site do MTE (www.mte.gov.br ).
*Com informações da assessoria de comunicação do MTE.
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