Muita atenção com a água das chuvas e enchentes que têm assustado a população!

Defesa Civil orientando moradores sobre doenças transmitida em contanto com água contaminada
(Foto: Ohana Mariae)
HUMAITÁ. Em pronunciamento na Câmara Municipal de Humaitá sobre os estragos da maior enchente da historia na região. O prefeito Dedei Lobo disse ” que com tanta água desabando sobre as cidades do estado do Acre, Rondônia e sul do Amazonas, aumentam os casos de leptospirose. E que em Humaitá a secretaria de saúde já registrou 9 casos confirmados de leptospirose. E que o menor contato com água infectada, como a das enchentes, por exemplo, já oferece risco de contaminação”.
O prefeito também frisou que após as enchentes as casa e escolas que estiverem com a estrutura abaladas serão interditadas pela Defesa Civil.  O numero de leptospirose pode se multiplicar devido as tubulações contaminadas de água. e que hoje, quarta feira (02). A COHASB (COMPANHIA HUMAITAENSE DE ÁGUAS E SANEAMENTO BÁSICO)  receberia equipamentos para tratar da água distribuída pela empresa.

Moradores constroem passarelas para não entrar em contato com água no bairro de Santo Antônio.

A doença

A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria leptospira, encontrada principalmente na urina de ratos.
A principal forma de contaminação é o contato com essa urina, presente em esgotos e bueiros, que se mistura às águas das chuvas, enxurradas e lamas de enchentes. A doença não é transmitida entre seres humanos.
Qualquer pessoa que tiver o mínimo contato com a água infectada, pode ser contaminada pela bactéria. A leptospira penetra no corpo através da pele, geralmente, se o indivíduo tiver algum tipo de lesão.
Frieiras, cortes, unhas encravadas, arranhões, ferimentos e lesões, até mesmo aquelas impossíveis de serem vistas a olho nu, podem ser uma porta de entrada para a leptospirose.
A contaminação pode acontecer por contato direto e rápido. Por exemplo, uma pessoa que está dirigindo seu carro e, de repente, fica presa em uma enchente. Ao abrir a porta do carro e colocar o pé na água, já está correndo risco de contaminação.
Um dos problemas de detecção da leptospirose é que, muitas vezes, a doença é assintomática, ou seja, não apresenta sintomas.
Nos casos mais leves, pode acontecer de a doença terminar antes que a pessoa perceba ter sido infectada. Nos mais graves, se a pessoa descobrir em estado mais avançado, existe até mesmo risco de morte.
Os sintomas são parecidos com o de uma gripe comum: febre, dor de cabeça, dores pelo corpo – principalmente nas panturrilhas, podendo também dar uma aparência amarelada à pele do doente.
Quem apresentar febre, dor de cabeça e dores no corpo, dias depois de ter entrado em contato com águas de enchente ou de esgoto, deve procurar um centro de saúde imediatamente e lembrar de avisar ao médico sobre a forma de contato.
Os primeiros sintomas, normalmente, levam de uma a duas semanas depois do contato com a enchente para aparecer. Mas podem levar até 30 dias para dar um sinal.
O diagnóstico é clínico – ou seja, o médico deve acompanhar os sintomas e conhecer o histórico do paciente – mas muitas vezes são utilizados exames laboratoriais para diagnosticar a presença de anticorpos contra a leptospira no organismo.

Proteção para a população

De acordo com o dr. Alexandre Marra, médico infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein, o diagnóstico precoce é ideal para um tratamento rápido e com sucesso. “Felizmente, a bactéria é sensível e a doença curável. Mas muitas pessoas são infectadas e ficam em casa tratando dos sintomas como se fossem os de uma gripe. Quando procuram serviço de saúde, o quadro já pode ser avançado e pode até existir risco de morte”, explica.
O tratamento da leptospirose consiste basicamente em utilização de antibióticos e hidratação. Os casos mais leves podem receber atendimento ambulatorial. Já os mais graves, muitas vezes, necessitam internação em terapia intensiva.
Geralmente, o número de casos de leptospirose é maior nos centros urbanos, onde a população de ratos é maior. A maior incidência na população está entre os homens dos 20 aos 35 anos, pela maior exposição a situações de risco.
No Brasil, não há vacina contra a doença em seres humanos, mas existe para cães, bovinos e suínos. O ideal é que esses animais sejam vacinados anualmente para reduzir as chances de transmitir a doença ao homem.
No combate à leptospirose, a população, por um lado, necessita do trabalho de autoridades públicas, como a realização de obras de saneamento adequadas e o controle de roedores. Por outro, tem sua parcela de responsabilidade não jogando lixo em locais impróprios – reduzindo, assim, as chances de enchentes e o número de ratos – além de utilizar medidas de proteção sempre que enfrentar situações de risco.
Para quem trabalha em ambientes onde possa acontecer contato com urina de ratos, a utilização de equipamentos de proteção individual, como luvas e botas impermeáveis, é fundamental.
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