A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), dando continuidade ao trabalho preventivo no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), encontrou, no início da noite da última quinta-feira (28), mais um túnel escavado por presos. A entrada do local estava escondida embaixo de uma cama na cela 3, da ala 1 do pavilhão 1. Com o fechamento desse e de outro túnel encontrado horas antes no Compaj, o secretário da Seap, Pedro Florencio, afirma que o órgão impede uma possível tentativa de fuga em alas que concentram mais de 500 presos.

túnelNa tarde de desta quinta-feira (28), após a Seap, com o apoio do Comando de Policiamento Especializado (CPE) encontrar um túnel de aproximadamente 2 metros de altura e 20 de extensão na cela 8, da ala 1 do pavilhão 3, os agentes da Umanizzare Gestão Prisional, policiais militares do Batalhão de Choque e agentes da Coordenação do Sistema Penitenciário (Cosipe), continuaram o trabalho de varredura que se estendeu até a noite.

A ação foi coordenada pelo secretário adjunto, Major Klinger Paiva, e o coordenador do sistema penitenciário, Major Lima Júnior. Nesta sexta-feira (29), equipes da Seap ainda trabalham no local para encontrar o caminho que estava sendo feito e verificar qual o comprimento e extensão do túnel, segundo destacou Klinger Paiva. “Para começar a fechar, precisamos que uma equipe cave pelo lado de fora”, disse.

Segundo Lima Júnior, existe a suspeita de que o túnel poderia chegar até a mata que se encontra atrás do complexo. “A mata seria o local mais próximo e mais estratégico pra essa saída”, destacou. Ontem mesmo a Seap providenciou o fechamento do primeiro túnel encontrado.

Pedro Florencio explicou que as descobertas só foram realizadas por conta de informações do Departamento de Inteligência Penitenciária (Dipen). “Nós temos esse setor justamente para nos anteciparmos às ações dos detentos e conseguirmos resultados positivos como os de hoje”, lembrou o titular da Seap.

De acordo com o secretário, pela forma como foi encontrado, os túneis não foram construídos recentemente.  “Antes da nossa administração qualquer tipo de material de construção entrava na unidade. Nós proibimos isso há 3 meses, quando chegamos e, por isso, não existe a possibilidade dessa construção ter sido feita recentemente”, lembrou Florencio que reforça que as fiscalizações vão ser intensificadas para garantir a ordem e a disciplina dentro das unidades prisionais.

*Jornal de Humaitá -Com informações da assessoria.

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