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Membros da Associação dos Produtores Rurais e Pecuaristas do Matupí (Aspromat), Distrito de Manicoré, Sul do Amazonas. FOTOS: JOSÉ NARBAES/SEMA

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) recebeu na manhã desta quinta-feira, 31 de março, membros da Associação dos Produtores Rurais e Pecuaristas do Matupí (Aspromat), Sul do Amazonas, para ouvir as demandas do setor e discutir novos mutirões para adesão ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), além dos benefícios e acesso ao Plano Safra Amazonas, na região. O encontro ocorreu na sede da Sema, na zona centro-sul, e reuniu os titulares da Sema, Secretaria de Estado de Produção Rural e Sustentabilidade (Sepror) e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Antonio Stroski, Sidney Leite, e Ana Aleixo, respectivamente.

De acordo com o titular da Sema, Antonio Stroski, a adesão ao CAR é fundamental e inadiável, uma vez que o prazo para o cadastro encerra no dia 5 de maio. A meta é cadastrar 70 mil imóveis no Amazonas. Até janeiro deste ano foram realizados 12 mil cadastros. Rio Preto da Eva e Boca do Acre são os municípios com o maior número de cadastro rural. Ambos possuem mais de mil registros. “O CAR é a principal ferramenta prevista na nova lei ambiental para a conservação do meio ambiente. Ele é um importante instrumento no combate ao desmatamento ilegal”, disse.

Outro ponto destacado com os produtores foi o Plano Safra explanado pelo secretário de Estado de Produção Rural e Sustentabilidade, Sidney Leite. O plano tem a meta de atender cerca de 8 mil produtores em várias frentes, do assessoramento e extensão rural ao fomento, beneficiando e incentivando a piscicultura, fruticultura, culturas de hortaliças, pecuária, entre outros.

Pleito – Os produtores recebidos na Sema atuam na comunidade Santo Antônio do Matupí, localizada no quilômetro 80, da BR-230 (Rodovia Transamazônica), e aproveitaram o encontro para pedir a intervenção dos órgãos estaduais de meio ambiente alegando que estão enfrentando problemas de ordem administrativa junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Segundo eles, caso um produtor seja multado por algum passivo ambiental no território amazonense, sob gestão federal, é obrigado a procurar a superintendência do órgão em Porto Velho, Rondônia. Eles pedem ajuda do Estado para intermediar a situação com o Ibama para que possam dar encaminhamento aos trâmites dos processos na superintendência do órgão no Amazonas.

*Jornal de Humaitá – Com informações da assessoria.

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