arqueiros amazonas
(Foto: Divulgação)

Manaus – Atletas do tiro com arco do Amazonas estão treinando pesado para fazer bonito na fase final das seletivas olímpicas. Quatro arqueiros do Estado, três deles de origem indígena, estão entre os finalistas da competição e participam das últimas duas rodadas de provas marcadas para abril e maio, em São Paulo. Mirando principalmente as Olimpíadas Rio 2016, eles também concorrem às vagas de titular da Seleção Brasileira e brigam pela chance de disputar medalhas pelo país em campeonatos mundo afora.

A menos de um mês da próxima rodada da seletiva, marcada para 17 de abril, os arqueiros amazonenses reforçaram os treinos na Vila Olímpica de Manaus, onde estão concentrados com apoio do Governo do Amazonas. São cerca de oito horas diárias de treinos práticos, além de uma série de atividades físicas e musculação.

A equipe amazonense tem alcançado destaque na seletiva olímpica. O principal nome é o da arqueira Larissa Feitosa. Experiente em torneios da modalidade, Larissa é a terceira colocada na classificação geral do time feminino, e tem grande chance de ocupar uma das duas vagas do Brasil durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro este ano. Primeira colocada até o momento, a carioca Ane Marcelle Gomes, acumula 26 pontos, enquanto a paulista Sarah Nikitin soma 20 pontos, apenas dois a mais que Larissa.

Outros nomes do grupo do Amazonas vêm chamando a atenção. Jovens e iniciantes no tiro com arco, Graziela Santos, 20 anos, Dream Braga, 19 anos, e Nelson Silva, 16 anos, começaram a praticar o esporte como profissionais há dois anos. São atletas de alto rendimento que demonstram talento, contabilizam vitórias em diversas competições e seguem firmando presença no cenário esportivo.

A dedicação dos atletas e a rotina pesada de treinos têm sido uma marca reconhecida da equipe de arqueiros do Amazonas, defende o diretor técnico da Federação Amazonense de Tiro com Arco, Aníbal Fortes, que é responsável pela condução do treinamento do grupo. Foi com essa filosofia que os atletas conseguiram avançar durante a seletiva e se destacar dentre 200 outros desportistas do país nas primeiras fases da seletiva olímpica. Da peneira, saíram os 20 atletas que competem na atual fase, dez para a seletiva feminina e dez para a masculina. Ao final, além de duas vagas para as Olimpíadas, a seletiva vai definir os seis novos membros titulares e os dois reservas da seleção brasileira de tiro com arco.

arqueiros amazonenseAtual medalha de ouro Brasileiro Adulto, a arqueira Graziela Santos disse que a equipe batalha junto pela conquista de mais pódios com o nome do Amazonas. Ela segue com chances de ingressar na seleção brasileira. “Está sendo bem intenso. Só fomos passar o natal em casa e depois voltamos para treinamento em Manaus, atirando para valer para melhorar a técnica e conseguir conquistar o nosso espaço. Estamos na seletiva olímpica e brigando para tentar se destacar”, relata.

Aníbal Fortes afirmou estar confiante no potencial da equipe de arqueiros amazonenses e no intenso trabalho de preparação, mas reconhece que a concorrência rumo às Olimpíadas é pesada. Mais que talento, experiência conta muito nas fases decisivas da seletiva, quando, além da habilidade, o atleta precisa ter controle emocional frente às pressões de diversos lados.

“Temos chances e no momento há a oportunidade de termos atletas amazonenses nas Olimpíadas. Mas esses atletas têm apenas dois anos de treinamento, e isso é muito pouco dentro do cenário para um atleta olímpico, onde alguns nomes têm décadas de prática esportiva. Nosso foco é manter a forma e poder estar em elevado nível para todas as competições que teremos pela frente”, ressalta o treinador.

Nascidos em comunidades rurais de Manaus, Graziela, Dream e Nelson integram o elenco de seis atletas do projeto Arqueiros Indígenas, que incentiva a prática do esporte entre os curumins e as cunhatãs das comunidades indígenas do Estado. A iniciativa é da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), mantida com recursos do governo federal e apoio do Governo do Estado no treinamento e estadia da equipe na capital. O grupo vem acumulando vitórias, como a medalha de prata no ‘World Archery Americas’, que aconteceu na Guatemala no início de março e foi a primeira competição internacional que participaram.

Indígena da etnia Karapãno, Graziela conheceu o arco e a flecha ainda criança, quando, brincando, começou a acertar seus primeiros alvos. Agora, como os demais, ela mira novos horizontes. “Todas essas conquistas nos incentivam. Se em pouco tempo já conseguimos estar entre os melhores, com mais trabalho, acredito que podemos crescer e chegar ao nível dos tops”, disse.

*Jornal de Humaitá – Com informações da assessoria.

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