Com certa periodicidade mantenho um diálogo escrito com meus leitores de várias partes do mundo instigando-os a refletir sobre as diversas oportunidades de desenvolvimento, tanto como pessoa como profissional. Hoje, baseado nos recentes acontecimentos no Brasil, continuarei a fazer isso, porém sob outra vertente: com foco em perguntas.

Então, convido você, leitor dos meus textos, a refletir sobre a sua atuação e sobre o seu papel no mundo. Sobre o que você pode, ou não, fazer em prol de um mundo melhor para você, para a sua família e para toda a sociedade onde está inserido.

Acredito que a maioria dos leitores conhece um antigo ditado que afirma que errar é humano, mas que permanecer nele é falta de inteligência. E baseado nisso vou apresentar uma série de perguntas, as quais gostaria que você as respondesse com muita sinceridade. Como você vai responder apenas para você mesmo(a), recomendo que se desarme, que aproveite essa oportunidade para crescer, que reflita de uma maneira muito livre dos preconceitos, destacando que essa palavra aqui, tem o significado de sentido prévio, algo já construído há bastante tempo. Topa o desafio? Então, valor lá:

A primeira pergunta é: Sou capaz de assumi que errei? Na minha história de vida existe algum fato real que comprove que tomei a decisão errada e reconheci isso? Qual?

O mundo é dinâmico e algo que funcionou tempo atrás, pode não estar funcionando hoje. Você, leitor, concorda com essa minha afirmação? Se sim, responda para si mesma(o): Tenho consciência disso ou entrei no automático e não processo mais nada, assumo sem questionar e ponto final? Se acredito que aceito novos conceitos, qual fato pode comprovar para mim mesmo(a) que estou praticando isso?

Ao longo dos tempos, assumi certas “filosofias de vida”. Então, questiono: Até que ponto tenho que me manter ligado às minhas antigas convicções, mesmo que isso esteja trazendo consequências negativas para toda a comunidade onde estou inserido? Eu seria capaz de apresentar um resultado prático e positivo? Qual?

Até que ponto estou sendo inteligente em me manter preso a essas convicções ou até que ponto estou demonstrando que está me faltando sabedoria? Como poderia justificar essa resposta?

Existem muitos grupos de pessoas na sociedade. Alguns são bem radicais. Faço parte de alguns deles? Se sim, já parei para analisar se neles existe uma relação ganha-ganha (aquela onde todos os envolvidos ganham) ou apenas alguns poucos são beneficiados? O que me faz permanecer neles? Essa ideologia tem causado impactos positivos na vida da comunidade ou está apenas nos discursos? Se sim, quais?

Por outro lado, livre de qualquer pressão, se percebo que há um engodo na atuação dele e eu continuo permanecendo naquele grupo, o que me isenta de ser considerado cúmplice pela minha consciência? O que mais fala a minha consciência sobre a minha atuação

Se eu decido sair desse grupo? Quais as alternativas que terei para trabalhar em prol da sociedade? Por outro lado, se eu decido ficar, e se por acaso percebo que ele é mantido por velhas teorias, até que ponto me engrandece o fato de me manter preso a essas mesmas velhas teorias que já não trazem (se é que já trouxe verdadeiramente) resultados positivos?

Estou tendo uma visão sistêmica e imparcial sobre os fatos? Se sim, terei como apresentar algum fato que possa ratificar essa informação? E se não, o que causa essa “cegueira”? Estarei eu querendo enganar alguém, mesmo que esse “alguém” seja eu?

As pessoas estão vendo mais fatos do que eu ou eu estou apenas tentando me enganar, fingindo não ver nada? Ou simplesmente negando por negar?

O meu intuito neste momento, ao elencar tantas perguntas, não é trazer respostas prontas ou certas. É provocar uma reflexão ampliada sobre o comportamento do ser humano que está inserido em um momento tão conturbado como estamos vivendo na atualidade. É mostrar que é possível desapegar das velhas teorias, totalmente sem culpas, é despertar para outras e novas realidades, é mostrar que as chaves dos cadeados que nos prendem estão em nossas mãos, mas que também temos o direito de não querer abri-los.

Já que estamos falando de ditados populares, existe um que afirma que pau que nasce torto, morre torto. Mas lembre-se: você não é pau. Então… Pense nisso. Aja e seja feliz.

(*) Odilon Medeiros – Mestre em Administração, Especialista em Psicologia Organizacional, Coach, Pós-graduado em Gestão de Equipes, MBA em Vendas, consultor e palestrante. www.odilonmedeiros.com.br / E-mail: om@odilonmedeiros.com.br

NOTA DO AUTOR:

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