Foto: Ilustrativa
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O governo tinha como certo que Alfredo votaria contra o impedimento e que o ministro de Dilma, Eduardo Braga (PMDB), conseguiria mais três votos: os de Marcos Rotta (PMDB), Conceição Sampaio (PP) e Hissa Abrahão (PDT). O cálculo deu errado. 

A falta de influência do ministro Eduardo Braga (PMDB) sobre a bancada do AM na Câmara deixou o governo de queixo caído. O Estado deu 100% de votos em favor do impeachment de Dilma. Nem sobre Marcos Rotta, do PMDB, Braga teve ascendência. “Amazonas não deu um voto para nós. Eduardo Braga não conseguiu nem um voto, como é que pode?”, disse à imprensa, com espanto, o líder do governo no Senado, Humberto Costa, que ainda considerou o voto de Alfredo Nascimento, do PR, como “traição”.

Considerado como “traidor” pelo Planalto, o deputado Alfredo Nascimento (PR), que para o grupo petista tinha a obrigação de votar contra o impeachment, começou a colher, 48 horas após a votação, o resultado de sua escolha. O Diário Oficial da União trouxe na edição desta terça (19) a demissão sumária de aliados do parlamentar. Fábio Porto foi exonerado da superintendência do Dnit/AM e Wilson Wolter
não comanda mais a Administração das Hidrovias da Amazônia.

Alfredo Nascimento pode ter atraído o ódio do governo, mas está bombando na Internet. Seu voto pela saída de Dilma #mitou na página do deputado, no Facebook. Até a manhã desta terça (19), o alcance do vídeo era de 2,6 milhões de pessoas, com 17,3 mil compartilhamentos e 13 mil curtidas.

Outra vingança 

Em nota enviada à imprensa, o deputado Hissa Abrahão declarou que não foi notificado oficialmente sobre a decisão do PDT. “Hissa Abrahão ressalta que a partir da notificação vai reunir os seus advogados para apresentar defesa prévia dentro do prazo (30 dias) estipulado pelo estatuto pedetista”, consta na nota.

Além de Hissa, também devem ser expulsos Mario Heringer (MG), Sérgio Vidigal (ES), Giovanni Cherini (RS), Flávia Morais (GO) e Subtenente Gonzaga (MG). Caso seja realmente expulso, Hissa – que também é presidente estadual do PDT no Amazonas – perderá a oportunidade de ser candidato a prefeito de Manaus nas eleições municipais deste ano, já que o prazo para trocar de partido se esgotou no mês passado.

Eleições  

AM e Rondônia foram os únicos Estados que deram 100% de votos em favor do impeachment. Influenciou na decisão dos parlamentares as eleições municipais e o olho do eleitor. Marcos Rotta e Conceição, por exemplo, podem compor chapa à Prefeitura de Manaus. Hissa tem (ainda) a mesma pretensão.

Curioso  

Apesar da vingança que lançou sobre todos aqueles que votaram em favor do impeachment, o Palácio do Planto divulgou, em sua página oficial na Internet, a campanha: #RespeitoBasta. “Não precisa concordar. Basta respeitar”, diz a mensagem, que prega a “tolerância na democracia”.

*Jornal de Humaitá – Com informações da Acrítica e vídeo retirado do Youtube.

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