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Novo Comando Militar da Amazônia terá missão de fortalecer presença e proteção na fronteira, diz general Villas Bôas

Novo Comando Militar da Amazônia terá missão de fortalecer presença e proteção na fronteira, diz general Villas Bôas
VILAS BOAS

Em Manaus, nesta sexta-feira, 15 de abril, foi feito a troca do Comando Militar da Amazônia (CMA), O comandante geral do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas.

O comandante geral do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, afirmou nesta sexta-feira, 15 de abril, durante a troca do Comando Militar da Amazônia (CMA), em Manaus, que a proteção das fronteiras, combatendo a entrada de drogas e armas, ajuda a melhorar a situação da segurança pública nos grandes centros urbanos. Este ano, mais de 2,1 toneladas de drogas foram apreendidas no Amazonas pelas forças de segurança do Estado, segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). Colaborou para o resultado, a parceria entre o Governo Estadual e o Exército em ações na fronteira como a instalação da base Anzol, em Tabatinga (a 1.108 quilômetros de Manaus), e a Operação Ágata.

A troca no comando do CMA foi formalizada na noite desta sexta-feira em solenidade na sede da Instituição, na Ponta Negra, zona centro-oeste. Depois de quase dois anos, o general Guilherme Theophilo passa a direção do CMA para o general Geraldo Antônio Miotto. Um efetivo de mais de 30 mil militares atua na região.

De acordo com Villas Bôas, a estratégia forte na região amazônica é ampliar a presença militar nas regiões mais isoladas. Ele também falou do combate ao narcotráfico. “De todos os ilícitos que acontecem nos grandes centros, ou quase todos, eles passam pela fronteira. Mais precisamente o tráfico de armas e o narcotráfico, um grande flagelo que está assolando a população brasileira. Para isso, o Exército estruturou um sistema integrado de planejamento de fronteiras, o Sisfrom, para nos dar maior capacidade para fazer essa vigilância”, disse, lamentando que a crise econômica tenha afetado o ritmo do programa.

Desde o ano passado, as Polícias Militar e Civil do Amazonas passaram a integrar a Base Anzol, reforçando o combate ao tráfico de drogas na fronteira do Estado com Colômbia e Peru, na fronteira com Tabatinga. Segundo o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, a iniciativa é um dos exemplos do trabalho contínuo.

“Somos vizinhos dos maiores produtores de cocaína do mundo e, este ano, nós já apreendemos 2,1 toneladas de droga, e isso não seria possível sem o apoio do Exército Brasileiro, que está sempre disponível e disposto a juntar esforços conosco para melhorar a segurança no Estado e, consequentemente, em todo o país porque o que se faz aqui beneficia o Brasil todo porque a droga que entra aqui vai para todo o país”, disse.

Novo comandante do CMA, general Miotto, garantiu a continuidade das ações em parceria com o governo estadual e os municípios, medidas que também contemplam as áreas de saúde e social. “Pretendo dar continuidade aos trabalhos do Exército nacional. Cumprir com a missão constitucional que é o preparo e o emprego da tropa para a segurança da imensa fronteira amazônica, coibir os ilícitos transacionais, proteger o meio ambiente e garantir as parcerias com os governos na área social. Não vai haver quebra de ações”.

Balanço – Deixando o CMA, general Theophilo fez um balanço do trabalho realizado na instituição, destacando projetos como o Amazônia Conectada como um dos grandes avanços da gestão. “O Amazonas Conectada hoje é uma realidade. Já fizemos o teste falando de Tefé com Brasília em banda larga de 10 gigas. Com Pro-Amazônia, estamos com doze pesquisadores na fronteira, procurando conhecer mais da nossa biodiversidade. Temos vários projetos com aeronaves de asa fixa no exército, a parte de melhoria das embarcações e outras tantas que vamos fazer”, sintetizou.

Theophilo acrescentou: “A nossa fronteira precisa, urgentemente, de uma atenção toda especial. Mais representantes do Ibama, mais representantes da Funai, mais agentes da Polícia Federal, porque hoje é pouca gente. A estratégia nacional de fronteira precisa de uma revisão completa com mais recursos para que a gente possa defender melhor essa faixa de fronteira”.

*Jornal de Humaitá – Com informações da assessoria.

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