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Maternidade Ana Braga comemora 12 anos com implantação de serviço de atendimento a vítimas de violência sexual

Maternidade Ana Braga comemora 12 anos com implantação de serviço de atendimento a vítimas de violência sexual

Fachada da Maternidade Ana BragaA Maternidade Ana Braga, unidade da Secretaria Estadual de Saúde (Susam) localizada no bairro do São José I, zona leste da cidade, comemorou nesta terça-feira, 10 de maio, seus 12 anos de funcionamento anunciando a ampliação dos serviços prestados à comunidade. A partir de agora, a unidade dispõe de um Serviço de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual (Savvis), com equipe multiprofissional especialmente capacitada para executar o protocolo de acolhimento desse tipo de paciente.

O anúncio da implantação do novo Savvis – o segundo da rede pública estadual – aconteceu em solenidade ocorrida no auditório da Maternidade, com a presença do secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, além de diretores, funcionários e pacientes da unidade. Pedro Elias destacou que, até o momento, este tipo de atendimento especializado voltado para vítimas de violência sexual estava concentrado no Instituto da Mulher Dona Lindu, também do Governo do Estado, e Maternidade Dr. Moura Tapajoz, do município.

Ele ressaltou que, no ano passado, o serviço do Dona Lindu acolheu 95 vítimas de violência, que puderam contar com assistência da equipe multiprofissional. Neste ano, já foram 27 atendimentos. “É muito importante, portanto, que estejamos ampliando a oferta deste tipo de serviço na rede de saúde”, disse Pedro Elias.

O diretor da Maternidade Ana Braga, Antenor Filho, explica que o Savvis da unidade foi estruturado para atender as vítimas adolescentes e em idade adulta, uma vez que o atendimento das crianças tem como referência o serviço que funciona na Maternidade Moura Tapajoz. “Mas se recebermos casos de crianças, estamos preparados para o acolhimento inicial, com o respectivo encaminhamento”, frisou o diretor. Antenor ressaltou que o atendimento no Savvis acompanha o mesmo sistema de funcionamento 24 horas da maternidade.

Equipe – Responsável pela estruturação do novo Savvis, a gerente de enfermagem da Maternidade Ana Braga, Maria Gracimar Fecury, explica que atendimento será feito por equipe que inclui médico, enfermeiros, assistente social, psicólogo, farmacêutico e técnico de enfermagem. Além desse suporte clínico, o atendimento executa o protocolo de profilaxia das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), incluindo a Sífilis e HIV/Aids, e as orientações de encaminhamento do caso para as demais instâncias que fazem parte da rede de proteção a essas vítimas, como os conselhos tutelares, autoridade policial ou judicial, entre outras.

“O protocolo bem definido de atendimento dessas vítimas permite, por exemplo, que elas tenham um atendimento diferenciado logo na sala de admissão, quando a triagem baseada na classificação de risco as enviará para os cuidados dos profissionais do Savvis. Outro ponto importante é que sejam ouvidas em conjunto pela equipe clínica e pela assistente social, por exemplo, para que não tenham que ficar repetindo suas histórias de um por um. São pequenos detalhes, mas que fazem uma enorme diferença para a vítima, já tão fragilizada”, ressalta Maria Gracimar.

Plante o Futuro – As comemorações do aniversário de 12 anos de funcionamento da Maternidade Ana Braga também foram marcadas pelo lançando o projeto “Plante o Futuro”. A partir de agora, todas as mães de crianças nascidas na unidade passarão a receber, no momento da alta hospitalar, uma mudinha de planta e serão estimuladas a cultivá-la. Dez mães que tiveram seus bebês nos últimos dias e estavam se preparando para receber alta entre esta terça e quarta-feira foram as primeiras a receber a mudinha de planta para levar para casa.

“O que pretendemos é que os pais se sintam tocados pela simbologia que essa atitude representa. Uma planta, para crescer e dar frutos precisa receber cuidados diariamente, assim como as crianças, que necessitam de amor e atenção. A medida também tem o objetivo de incentivar a arborização da cidade”, explica a enfermeira Gracimar. O projeto tem parceria com o Horto Municipal de Manaus.

Outro momento marcante da solenidade desta terça-feira, no auditório da Ana Braga, foi a presença de 12 crianças, todas nascidas na unidade, cada uma representando um ano de história da instituição. O mais velho, Eduardo Barbosa, 12 anos, puxou a fila que emocionou os convidados. A última a entrar no auditório, nos braços de um membro da equipe de enfermagem e acompanhada pela mãe e o pai, foi Maria Beatriz, com apenas algumas horas de nascida.

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