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Movimentos Quilombolas da Praça 14 são homenageados no Parlamento Municipal

Movimentos Quilombolas da Praça 14 são homenageados no Parlamento Municipal

TRIBUNA POPULAR DE PROPOSITURA DO VEREADOR PLINIO VALERIO(PSDB) E HOMENAGEM EM COMEMORACAO DA ABOLICAO DA ESCRAVATURA DURANTE SESSAO PLENARIA DA CAMARA MUNICIPAL DE MANAUS(CMM). (E/D ADRIEL KOKAMA (TUCANAFRO)/ELEOMEA BARROSO VIEIRA PRESIDENTE TUCANAFRO)/ DANIEL RIBEIRO (VICE-PRESIDENTE TUCANAFRO) VEREADOR PLINIO VALERIO(PSDB)/CASSIO FONSECA (AMORAM)/CRISTIAN ROCHA E VEREADOR MARIO FROTA) FOTO:TIAGO CORREA/CMM.

Tribuna popular em Homenagem em comemoração da abolição da escravatura durante sessão plenária da câmara Municipal de Manaus (CMM). FOTO:TIAGO CORREA/CMM.

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) homenageou, na manhã desta terça-feira (17), os movimentos quilombolas da Praça 14 de Janeiro, com a entrega de placas e medalhas, no plenário do Poder Legislativo Municipal, durante Tribuna Popular de autoria do vereador Plínio Valério (PSDB). A atividade, para lembrar a Abolição da Escravatura, 13 de Maio, contou com a participação de representantes da comunidade Quilombo do Barranco de São Benedito, localizada na rua Japurá, bairro Praça 14 de Janeiro,  da Associação do Movimento Orgulho Negro de Manaus (Amonam), e da Secretaria de Políticas Públicas para Negros, Afrodescendentes e Indígenas (Tucanafro), ligada à militância do PSDB.

“Não é uma comemoração. É o reconhecimento ao trabalho, dedicação e luta pela tradição dos quilombolas para marcar a luta dos movimentos negros em Manaus”, disse o vereador, da tribuna, ao saudar os representantes do movimento negro, ao assegurar que é amigo da comunidade.

Em seu discurso, Plínio Valério lembrou um dos grandes ícones do movimento negro no Amazonas, Nestor Nascimento, que inclusive foi convidado pelo ex-presidente americano Bill Clinton para expor a luta dos movimentos negros no Brasil, nos Estados Unidos. Plínio ressaltou que o movimento negro em Manaus resiste ao capitalismo e mantém sua comunidade unida na Praça 14. “Eles se orgulham de sua cor e do movimento de luta”, acrescentou, ao assegurar que a homenagem era o reconhecimento àqueles que no dia a dia lutam pela causa social.

Para o presidente da Amoam, Christian Rocha, era uma honra declamar sobre uma data, não para comemorar (Abolição da Escravatura), mas trazer à tona uma reflexão sobre o orgulho negro e movimentos de negritude. Para ele, o processo que libertou os escravos foi feita da forma mais errônea e grotesca, possível. “Por isso não comemoramos, fazemos reflexão. As correntes de outrora, encontram-se nas palavras e nos gestos de muitos, ainda hoje”, garantiu, referindo-se ao racismo.

Christian Rocha assegura também que mais de 200 palestras de forma gratuita são ministradas nas escolas. “Colaboramos com a educação no Estado, onde apregoamos que o branco, negro e o índio são todos iguais, teoricamente”, diz ele, ao afirmar que quem é contra cotas para negros não conhece a sua história.

Cássio da Silva Fonseca, representante da Comunidade do Barranco de São Benedito, na Praça 14, o segundo Quilombo Urbano do Brasil, destacou a importância de hoje os negros em Manaus termos representantes do movimento na militância há mais de 20 anos. “A representação no Estado e na Praça 14 é um legado deixado por Nestor Nascimento, líder do movimento em Manaus e no Estado do Amazonas. Temos orgulho da luta constante contra a discriminação, o racismo e o preconceito. E claro que as políticas públicas de afirmação são ínfimas. Precisamos da ajuda de vocês”, disse, aos vereadores ao assegurar que pelas estatísticas hoje são 3,7% da população do Estado.

Christian Rocha e Cássio Fonseca receberam placas em reconhecimento ao trabalho, dedicação e luta dos movimentos. Já os representantes da Tucanafro, Eleomea Maria Barroso Vieira, presidente; Daniel Ribeiro, vice-presidente; e o Cacique Adriel Kokama, membro da diretoria, foram agraciados com medalhas.

Um pouco da história

Reconhecido pela Fundação Cultural Palmares em 2014, como o segundo quilombo urbano do Brasil, a Comunidade do Barranco reúne quase 120 descendentes de escravos, membros da quinta geração deixada pela matriarca Severa Fonseca, que chegou ao Amazonas em 1890, depois de ser alforriada no Maranhão.

Além da comunidade do Barranco da Praça 14 de Janeiro, existem mais sete  comunidades quilombolas no Estado: Comunidade do Tambor, em Novo Airão; Comunidade Santa Tereza do Matupiri, São Pedro, Trindade, Ituaquara e Boa Fé, em Barreirinha.

Por: Nely Pedroso – DIRCOM/CMM

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