Foto: Divulgação
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“O Ronda no Bairro não está acabando. O Ronda no Bairro sempre foi assim. O efetivo ainda é o mesmo. O que mudou foi o rótulo das viaturas. O que mudou foi uma polícia com menos investimentos. Não existe Ronda no Bairro acabando, existe a mesma coisa que sempre houve, declarou o vice-presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Platiny Soares (DEM), sobre as declarações do novo comandante da Polícia Militar do Amazonas, coronel Augusto Sérgio Farias Pereira, que afirmou em entrevista que o programa Ronda no Bairro “foi extinto”.

“Hoje o jornal publica o reconhecimento do fim do programa Ronda no Bairro. Na realidade não foi o fim do Ronda no Bairro. Na verdade, o programa Ronda no bairro foi só um rótulo. Ele nunca teve o efetivo que foi prometido. Sempre foi algo fictício que começou na Zona Norte e foi para outras zonas, mas nunca atuou na cidade como um todo. Esse efetivo que hoje se discute nunca existiu. Um número de 1800 de policiais por turno. Nunca existiu esse efetivo”, afirmou Platiny Soares.

O deputado refutou a declaração do comandante geral que afirmou estar na escala de serviço dos policiais a falha que levou ao fim do programa Ronda no Bairro. Em entrevista, o coronel Augusto Sérgio Farias Pereira, diz que o patrulhamento é de apenas 600 policiais divididos em escalas de serviço alternadas de 12 horas de trabalho por 24 horas de descanso e 12 horas de trabalho por 72 horas de descanso. “Isso [a escala adotada]faz com que o nosso efetivo fique menor no dia a dia”, afirmou o coronel ao jornal.

“A escala de serviço da PM está correta e com base num plano nacional. O Distrito Federal que tem o melhor índice de policial por habitante, que é um policial para 191 habitantes, adotou essa escala. Essa escala é humanizada e obedece um intervalo de folga para o policial E nós vamos lutar pela nossa escala. Isso aqui é para o Policial Militar ligar o alerta. É o gestor querendo sacrificar o servidor público para proporcionar um serviço à sociedade que a instituição não consegue prestar”, disse Platiny Soares.

Mais valorização do policial

O deputado usou números da ONU para demonstrar que o Amazonas tem apenas um policial para cada grupo de 451 habitantes e que a maior concentração de policial é nos estados das regiões centro-sul do Brasil.

“No país o índice médio é de um policial para cada grupo de 473 habitantes. E aí com que base o comandante geral vai ao jornal e diz que o problema é a escala de serviço? A Polícia Militar precisa de atenção e precisa de efetivo. O que eu estou dizendo é que não adiante enforcar o servidor sem dar a mínima condição de trabalho. Passando a prestar um serviço de péssima qualidade. Não nos adianta nada muita gente na rua prestando um mal serviço. Precisamos de um serviço de qualidade. Serviço capacitado. Um policial na rua bem descansado e com a mente arejada para atuar quando for preciso. Aqui há um movimento de luta pela permanência dos direitos adquiridos e direitos que trouxeram a humanização da escala de serviço”, defendeu Platiny Soares.

 

*Jornal de Humaitá – Com informações da assessoria.

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