Com o início do período de calor, o Amazonas passa a registrar altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar que podem contribuir para o surgimento de queimadas. Para evitar o risco e, principalmente, as consequências dos focos de calor, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) alerta para cuidados simples que podem impedir que o Amazonas volte a ser impactado com nuvens de fumaça e não registre problemas de saúde, transtornos a navegação e aviação, além da morte de animais e vegetação.

Somente no ano passado, foram registrados 15.170 focos de calor, a maioria provocada pelo homem. Nesse período, o número de incêndios florestais e em terrenos baldios aumenta e o cuidado deve ser redobrado, uma vez que grande parte desses casos podem ser evitados com pequenas atitudes diárias. Uma delas é abolir o uso do fogo para limpar terrenos para a agricultura, ou evitar queimar folhas e galhos em quintais, cuja fumaça gera problemas respiratórios. As folhas devem ser acondicionadas em sacos e colocados em local adequado para descarte e coleta pelo serviço de limpeza pública.

Também é preciso capinar terrenos e remover materiais que podem servir de combustível para o fogo. No mesmo sentido não se deve lançar pontas de cigarro, seja pela janela do veículo ou a pé, no perímetro urbano ou estradas, já que a vegetação seca pega fogo com facilidade. Acender velas em cemitérios no período seco também deve ser evitado, bem como descartar latas de metal e vidro em terrenos baldios que podem aquecer ao sol e acabar dando origem às queimadas.

 

Campanha – De acordo com o titular da Sema, Antonio Stroski, essas ações de educação ambiental fazem parte da campanha contra queimadas “Diga Não ao Fogo. Você também é responsável”, promovida pelo Governo do Amazonas. As recomendações estão sendo levadas para os municípios do interior no trabalho previsto no “Plano de prevenção, controle e combate às queimadas” em um esforço conjunto da Sema, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e Defesa Civil do Estado.

Stroski explica que não há como aceitar o risco do uso do fogo para o preparo do solo onde as chamas podem fugir do controle e causar grandes incêndios florestais e prejuízos ao meio ambiente, saúde e economia. “Ao usar o fogo, a cobertura vegetal é destruída e surgem vários problemas como perda de biodiversidade, diminuição da qualidade do ar, eliminação da vegetação que protege as nascentes, além do agravamento de problemas respiratórios, aquecimento global e destruição da camada de ozônio. Precisamos entender que a melhor forma de preparo do solo para a agricultura não é o fogo. Pelo contrário, é ruim economicamente porque empobrece o solo e pode causar sérios danos ao bioma”, destacou.

Denúncia – No caso de identificação de queimadas, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193, informando o endereço e ponto de referência da ocorrência. Denúncias de crimes ambientais devem ser feitas ao Ipaam por meio do telefone (92) 2123-6715/6729 e a prefeitura de cada município.

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