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Bolsistas da Fapeam são premiados em congresso científico em Belo Horizonte

Bolsistas da Fapeam são premiados em congresso científico em Belo Horizonte

Trabalhos foram apresentados durante o 7º Congresso Brasileiro de Aquicultura e Biologia Aquática, no início deste mês.

Foto: Divulgação

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Três bolsistas, dois de mestrados e um de doutorado, que recebem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e um da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), foram premiados durante o 7º Congresso Brasileiro de Aquicultura e Biologia Aquática (Aquaciência 2016), maior evento técnico-científico nacional de Aquicultura e Biologia Aquática, que acontece a cada dois anos. A edição deste ano aconteceu em Belo Horizonte (MG) no início deste mês.

Os pesquisadores venceram nas categorias Aquicultura e Meio Ambiente, Nutrição de Organismos Aquáticos e Melhoramento e Genética. Os premiados são estudantes do Programa de Pós-graduação em Aquicultura da Universidade Nilton Lins em ampla associação com Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

A doutoranda em Aquicultura, Jôsie Schwartz Caldas, venceu na categoria Aquicultura e Meio Ambiente, com a pesquisa intitulada “Características biométricas e reprodutivas de um lote de Hypancistrus Zebra capturado na natureza”, a espécie é popularmente conhecida como cascuda zebra imperial.

A pesquisadora explicou que o peixe está ameaçado de extinção devido à perda de habitat pela instalação da Usina Hidroelétrica de Belo Monte e por sofrer com a captura ilegal. “É uma espécie rara e muito valorizada como peixe ornamental no mercado internacional. Os dados obtidos na pesquisa permitiram avaliar o status de conservação da espécie, revelando que, mesmo com a pressão de captura, a principal ameaça à espécie continua sendo a perda de seu habitat”, contou Jôsie Caldas.

A doutoranda disse ainda que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem um importante papel na conservação da espécie. “Agradeço ao instituto pela colaboração na minha pesquisa, bem como, das instituições Inpa e Universidade Nilton Lins e a Fapeam pela concessão da bolsa de estudos”, diz Caldas.

Nutrição de Organismos Aquáticos – O outro trabalho premiado no congresso foi a “Farinha de Microalga em Dietas para Tambaqui como Estratégia para Melhorar o Perfil do Ácido Docosahexaenoicodo”, que venceu na categoria Nutrição de Organismos Aquáticos, do mestre em aquicultura, Carlos Cortegano.

A orientadora do estudo, doutora Ligia Uribe, explicou que na piscicultura, atualmente, o peixe é criado com uma ração produzida com muitos ingredientes vegetais. Ela explica que quando se utiliza essas matérias-primas, pode ter uma mudança no valor nutricional do pescado. “Existem alguns ácidos graxos, que são presentes na gordura do peixe e que são importantes para saúde humana. Quando utilizamos muita fonte vegetal, a gente reduz o valor nutricional desses ácidos graxos, que são importantes para saúde humana”, ressaltou a pesquisadora.

Para o estudo foi feita uma dieta vegetal com a utilização da farinha de microalga. De acordo com a pesquisadora, o produto é rico em ácidos graxos. “Nós fizemos uma ração com essa farinha e, nós percebemos que quando alimentamos o tambaqui com ela, os níveis desses ácidos graxos, importante para saúde, aumentam em até quatro vezes. Se uma pessoa consumir 200g desse pescado, ela já atinge o recomendado pela Organização Mundial de Saúde”, disse a pesquisadora.

Melhoramento e Genética – A mestranda em aquicultura, Raissa Alves, bolsista da Capes com projeto vinculado ao Pró-Amazônia, foi premiada na categoria ‘Melhoramento e Genética’, onde venceu com o trabalho “Estrutura Genética em Populações de Cativeiro de Colossoma Macropomum”.

No estudo, a pesquisadora verificou que espécies de tambaqui em cativeiro apresentavam perda da diversidade genética, assim como maior proximidade genética com os indivíduos das pisciculturas da Região Norte do que com exemplares das pisciculturas da Região Sudeste.

De acordo com aluna, os dados do estudo também mostram a ocorrência de diferenciação genética entre as espécies das pisciculturas analisadas, devido à falta de cruzamento “fluxo gênico” entre as espécies das diferentes pisciculturas, tornando-o as populações das pisciculturas cada vez mais isoladas.

“Para o desenvolvimento de programas de melhoramento genético para o tambaqui é importante conhecer as características genéticas das populações que estão sendo cultivadas no Brasil” contou Raíssa.

*Jornal de Humaitá – Com informações da assessoria.

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