A morte do Cabo da polícia militar, Alexandre Aparecido dos Santos, de 36 anos de idade, foi flagrada por uma moradora no conjunto Novo Horizonte, no bairro Floresta, na capital, nesta segunda-feira, 15.

A gravação, com quase três minutos de duração, mostra o momento exato do disparo. O Cabo, assim como os demais policiais, estavam fazendo a abordagem de Kenned Magalhães que estava resistindo. Ele tentou fugir quando os policiais o seguraram.

Com 16 segundos da gravação, é possível ouvir o disparo que matou Alexandro Aparecido.

Entenda

A guarnição fazia patrulhamento de rotina em combate ao tráfico de drogas na região quando ordenou a parada de um veículo, cujo motorista não obedeceu e seguiu em fuga.

Após alguns minutos de perseguição policial, os policiais conseguiram localizar o veículo e abordaram o motorista e os passageiros. um Kenned Resistiu a abordagem, pegou a arma e atirou na cabeça do Cabo da PM Alexrande. O fato gerou revolta nos policiais do Brasil inteiro e na sociedade de bem.

O comparsa de Kenned, Jhonatan Clarc afirmou na delegacia que o disparo foi feito por Kenned. “Eu fiquei horrorizado e, com medo de morrer, eu corri. Mas me entreguei depois para ser colocado no depoimento”, afirmou.

O outro abordado conseguiu fugir e ainda não foi localizado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ainda foi acionado, mas o militar já estava sem vida.

“Não foi o primeiro e nem será o último a tentar reagir”, diz comandante

O comandante da Polícia Militar, coronel Julio César dos Santos lamentou o ocorrido e disse que o episódio é o risco natural que sofrem os policiais diariamente. Porém, enfatizou ser baixo no Acre, comparado a outros estados, o número de militares ferido ou morto durante o serviço. Ele lembra que o último caso ocorreu em dezembro de 2014, na cidade de Cruzeiro do Sul.

“Um ano e meio sem esse tipo de ocorrência, mas sem dúvidas é um grande prejuízo. É o risco que a profissão de policial tem. Esse caso não é o primeiro e nem será o último de o suspeito tentar reagir”, ressaltou o comandante.

Argumentado se o policial teria falhado na hora da abordagem, fazendo com que o suspeito tivesse conseguido se apossar da arma, o comandante preferiu não entrar no mérito. Segundo ele, ainda não é o momento de discutir esse ponto e um inquérito será aberto para tratar das causas do crime, onde as informações serão divulgados posteriormente.

“Ele morreu em serviço à sociedade. Foi um herói. Saiu de casa como todas as vezes para trabalhar e não pôde retornar com vida. Ontem celebrou o Dia dos Pais com os três filhos e a esposa e hoje nos deixou. O falecimento dele irá fortalecer mais a nossa polícia”, acrescentou.

O comandante do Terceiro Batalhão da Polícia Militar, Sousa Filho disse que todas as informações estão sendo apuradas.

Já o pai de Kenned, José Carlos Magalhães, defende o filho e diz que o filho estava imobilizado não podendo efetuar disparos. Diz ser ser armação de que Kenned tenha pego a arma do policial.

O velório de Alexandro Aparecido dos Santos acontecera na Capela São João Batista, na avenida da Antonio da Rocha Viana, após o corpo ser liberado do Instituto Médico Legal (IML). Ele receberá todas as honrarias militares por ter morrido a serviço.

*Jornal de Humaitá – Com informações do site http://www.ac24horas.com/

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