A Associação da Parada Gay LGBT do Amazonas (APOLGBT-AM) realiza neste domingo, 28 de agosto, a partir das 17h, o Esquenta da XVI Parada Gay, que terá o apoio da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio da Defensoria Especializada na Defesa de Direitos Humanos. O evento acontece na rua José Clemente, no Centro de Manaus, com objetivo social e de conscientização sobre o movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (LGBT).

Entre as principais ações está a arrecadação de alimentos não perecíveis que serão destinados a pacientes com Aids em Manaus. No evento, também haverá a escolha da personalidades lésbica, gay, travesti e drag.

O titular da Defensoria Especializada na Defesa dos Direitos Humanos, defensor público Roger Moreira, destacou que a Parada Gay é uma ação afirmativa que dá visibilidade a uma parcela vulnerável da população, contribuindo para o combate ao preconceito.

“O apoio da Defensoria Pública é essencial como instituição que atua em favor dos grupos vulneráveis, buscando assegurar a cidadania. Movimentos como a Parada Gay são formas de expressão que devem ser respeitadas e apoiadas”, frisou.

Segundo Roger Moreira, a Especializada em Direitos Humanos tem participado de reuniões da Associação da Parada Gay LGBT do Amazonas para conhecer as demandas do movimento e elaborar, junto a eles, um cronograma de atividades, que inclui outras ações da Defensoria Pública e que se estenderá até o próximo dia 5 de novembro, quando acontece a Parada Gay em Manaus.

A presidente da APOLBT, Bruna La Close, afirmou que uma das principais dificuldades do movimento é ter dados estatísticos da população LGBT no Amazonas. Segundo ela, o último levantamento que a Associação dispõe é de 2010, um cadastro com 13 mil pessoas. “De lá pra cá, não temos mais estatísticas acerca dessa população, o que mostra a deficiência e o descaso que ainda persistem na abordagem da temática homoafeativa na região”, ressaltou Bruna La Close.

O levantamento mais recente da Associação é relativo a assassinatos que, de janeiro a julho de 2016, chegou a 22 registros de crimes relacionados à homofobia. “Mais da metade desses assassinatos não chegam nem a ser considerados crimes motivados pela LGBTfobia. Nossa população sofre com a dificuldade até mesmo na hora de prestar uma denúncia na delegacia, pois sabemos que ao chegar lá teremos que lidar com um preconceito ainda maior, de pessoas que por vezes não levam a sério as discriminações que sofremos todos os dias”, declarou Bruna La Close.

A presidente da APOLGBT disse, ainda, que outros órgãos públicos também tem sido convidados para participar das reuniões de organização da XVI Parada Gay. “Mas grande parte não comparece, o que acaba por refletir na fragilidade das políticas públicas e de segurança para o movimento LGBT no Amazonas”, disse La Close.

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