Resultado dos trabalhos do ciclo 2015/2016 foi apresentado nesta sexta-feira pelos bolsistas

PaicFHemoam - FOTOS: ÉRICO XAVIER/FAPEAM
Foto Divulgação: Érico Xavier/FAPEAM

Para comemorar os 10 anos que desenvolve pesquisas no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic) do Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam) fecha o ciclo 2015/2016 dos projetos do Paic com a apresentação dos trabalhos dos 30 bolsistas da instituição.

A solenidade de encerramento deste ciclo e o coroamento da parceria de uma década entre as duas fundações aconteceu na manhã desta sexta-feira (2) no auditório do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), na avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus, com as palestras do presidente da FHemoam, o médico Nelson Fraiji e da diretora técnico-científica da Fapeam, doutora Andréa Waichman.

Fraiji destacou o apoio da Fapeam e afirmou que, nesta última década, a Fundação de Amparo tem sido uma grande aliada. Nestes 10 anos, a Fapeam apoiou financeiramente mais de 200 bolsas de Paic na FHemoam.

Para a ex-coordenadora do Programa de Iniciação Científica no Hospital de Hematologia, pesquisadora Adriana Malheiro Alle Marie, a parceria entre as instituições se caracterizou num grande avanço tecnológico para a Fundação de Hematologia. Segundo ela, com os recursos implementados por meio das bolsas do Paic ao longo destes anos, possibilitou à instituição a ampliar suas pesquisas, adquirir mais insumos e novas tecnologias para seu laboratório, além de capacitar recursos humanos. “Mudamos toda nossa estrutura de pesquisa por conta disso, porque começamos a inserir estudantes em projetos de iniciação científica que estávamos desenvolvendo a época. Foi um avanço porque, com o tempo, fomos ampliando o número de bolsas no Paic e, a partir de 2010, começamos a ter 30 bolsas”, disse a pesquisadora.

No ano de 2006, quando a FHemoam conseguiu aprovar o financiamento de pesquisas no âmbito do Paic/Fapeam, iniciou o projeto com 12 bolsas, segundo relembrou Adriana Malheiros. A pesquisadora comemora o alto nível de pesquisa que o hospital conquistou ao longo da última década, via Paic que, segundo ela, evoluiu muito. “Hoje conseguimos fazer projetos com alta tecnologia e nossa infraestrutura melhorou bastante, além da capacitação científica dos alunos”, ressaltou.

Novas bolsas
Para o novo coordenador do Paic na Fundação de Hematologia, Allyson Guimarães da Costa, a versão 2016/2017 do programa já possui 15 projetos selecionados que receberão aporte da Fapeam e que, inclusive, os bolsistas já iniciaram suas pesquisas há um mês.

Segundo ele, as principais áreas que serão estudadas nesta nova fase são: doenças oncohematológicas; segurança transfusional; hematologia; e hemoterapia.

O pesquisador destaca a parceria com a Fapeam, uma vez que a Fundação de Amparo disponibiliza recursos para a pesquisa que o hospital ainda não possui. “Estamos começando a direcionar mais recursos agora. Sempre contamos com a ajuda de agências financiadoras, como Fapeam, Finep e CNPq. A Fapeam tem nos ajudado muito, porque além do Paic, temos agora o programa de mestrado que conta com bolsas e auxílio financeiro da instituição”, disse Allyson.

Incentivo à pesquisa
O Programa de Apoio à Iniciação Científica da Fapeam já concedeu mais de 33 mil bolsas ao longo dos últimos 13 anos, segundo informou a diretora técnico-científica da instituição, doutora Andréa Waichman, cujos investimentos somaram, neste mesmo período, R$ 572 milhões.

Primeiro programa de bolsas criado pela Fapeam, o Paic iniciou em 2003 com 522 bolsas, alcançando em 2015, 4.569 pesquisas apoiadas pela instituição. Atualmente, 14 órgãos entre universidades e fundações de saúde possuem projetos de pesquisas apoiados pela Fapeam, no âmbito do Paic. “O Paic é um programa muito querido na Fapeam. Mas, temos muito ainda a fazer. Financiamento de pesquisa ainda é algo muito jovem no Estado. Aliás, no Brasil, pois o programa de iniciação científica no país só tem 40 anos”, destacou Andréa Waichman.

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