Estudo apoiado pela Fapeam levanta o impacto do microorganismo em humanos

Estudo realizado no âmbito do Programa de Iniciação Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Paic/Fapeam) levanta os efeitos da bactéria Shigella (que causa diarreia com sangue) em humanos. O estudo é desenvolvido pela aluna do 5º período de Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ruth Moura.

A pesquisa é realizada com amostras de bactérias coletadas de crianças de 0 a 10 anos, de hospitais das zonas Sul, Leste e Oeste de Manaus, e visa o esclarecimento dos aspectos clínicos e epidemiológicos – fatores que intervêm na difusão e propagação de doenças – dessa bactéria.

Segundo Ruth, as bactérias foram postas em contato com algumas células para observar como elas atuam sobre essas células. “Com este trabalho nós verificamos como a Shigella se comporta em infecções em cobaias e se elas invadem ou não a célula, pois é essa invasão que resulta o quadro clínico de infecção e disenteria. Esse conhecimento auxilia no entendimento de como elas agem em humanos”, explicou a universitária.

Para fazer as análises das amostras foi extraído o DNA bacteriano para identificar o gênero e espécie ali existentes. De acordo com a bolsista, um antibiótico foi utilizado para garantir que as bactérias que não invadiram a célula, fossem mortas pelo remédio, pois a segurança com a saúde é importante durante essas pesquisas.

Ruth defende o projeto e explica que o estudo irá beneficiar a população em geral, visto que todos estão vulneráveis e esse tipo de patógeno. “E ele irá beneficiar principalmente a população infantil, uma vez que esta é a mais afetada pela infecção. Além disso, a comunidade científica também sairá ganhando, com o fornecimento desses dados em forma de artigos”, acrescentou.

Como resultado, foi identificada a presença de genes de invasão em cada uma das amostras analisadas e, com isto, verificado que as bactérias de Shigella que invadem as células humanas e que possuem o gene de invasão, não são as únicas responsáveis pela evolução da doença no corpo humano.

Apoiadores – De acordo com a aluna, o estudo foi possível devido ao apoio das instituições de Ensino e Pesquisa, que incentivam universitários no campo da pesquisa. Ruth reitera o apoio do Instituto Leônidas Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que ofereceu a parte da estrutura física e pesquisadores que colaboraram para o desenvolvimento dos estudos; do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que ofereceu o espaço para experimentação animal e a disponibilização da documentação necessária para pesquisas com animais.

“Além disso, agradeço à Fapeam pelo apoio que ela dá na realização de estudos que vão de pesquisas básicas a avançadas, e que buscam inovar gerando produtos biotecnológicos que visam à solução de nossos problemas. Acredito que maior parte do conhecimento científico e tecnológico gerado em nosso Estado é devido à Fapeam, que apoia, também, estudos relacionados à saúde social, resultando um crescente desenvolvimento relacionado ao conhecimento científico”, disse Ruth.

O estudo iniciou em 2015 e foi finalizado neste ano, com apresentação dos resultados na Fiocruz, onde recebeu o certificado de honra ao mérito pelo esforço aplicado na realização da pesquisa.

*Jornal de Humaitá – Com informações da assessoria.

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