O Centro Popular do Audiovisual abre inscrições para interessados na produção audiovisual.

Uma imersão audiovisual. É assim que a dupla a frente da nova empreitada do Coletivo Difusão define o que será o Centro Popular do Audiovisual (CPA). O projeto, idealizado por Allan Gomes e Michelle Andrews há oito anos, recebeu em 2016 o apoio da Fundação Banco do Brasil por meio de edital, e será implementado ao longo do segundo semestre deste ano.

Entender essa forma de expressão artística como ferramenta de inclusão social e empoderamento é o objetivo do projeto. Segundo Michelle, a estruturação do CPA visa criar um ambiente voltado para a formação de profissionais da cadeia de produção do audiovisual, envolvendo principalmente as comunidades tradicionais e a juventude da periferia da cidade. “A palavra ‘popular’ também não está a toa no nome do projeto. Nós acreditamos que o exercício do audiovisual pode ser feito independente de grandes recursos, com criatividade e potência narrativa”, pontua Michelle.

A primeira vista um objetivo ambicioso, a inserção de vários aspectos do audiovisual não assusta a dupla, que tem mais de dez anos de experiência na área. “Nós já montamos cineclube, já demos oficinas, criamos festivais e mostras. Com criatividade tudo é possível de colocar em prática”, garante Allan. Além disso, o aspecto propositivo do projeto também é um trunfo apontado por Michelle: “Queremos fomentar de tal maneira que aponte para a construção de políticas públicas que atendam as necessidades de toda a cadeia produtiva do audiovisual no norte do país”.

Inscrições abertas

O CPA abre inscrições para duas turmas de 2016 o curso tem a duração de dois meses e acontecerá no período de 23 de novembro à 28 de fevereiro de 2017. Tanto as aulas quanto as inscrições são gratuitas e o edital pode ser acessado pela página do facebook do projeto ou na sede do Coletivo Difusão (Rua Boa Sorte 555, Presidente Vargas) até o dia 20 de novembro. As vagas nas turmas são para 25 pessoas.

A ideia é que a cada turma formada os alunos possam exercer os conhecimentos adquiridos no próprio centro, contribuindo com a formação dos novos alunos e expandindo a atuação do setor para a cidade como um todo. “Mais do que fazer curta-metragens, esperamos que os alunos do CPA também se interessem por criar novos cineclubes, busquem a preservação de acervos, trabalhem com a distribuição dos filmes, enfim, pensem e trabalhem em vários aspectos do audiovisual”, diz Allan Gomes.

Fotos: Divulgação/Coletivo Difusão

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