A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) realizará, nesta terça-feira, 1º de novembro, às 7h30, no Cemitério Municipal São João Batista (Boulevard Álvaro Maia, s/nº, Nossa Senhora das Graças, zona sul), a solenidade de homenagem póstuma a todos os policiais militares que faleceram ao longo dos 176 anos de existência da corporação como defensores da ordem e da segurança pública e que deram a vida em benefício da sociedade.

O evento contará com a participação da Banda de Música da PMAM, representação de Oficiais, Praças PMs e demais convidados. No local, além de outros atos, será lido o Necrológico Histórico designado aos Heróis de 1910 – Soldados da Força Policial do Estado do Amazonas, “Soldado José Francisco e Soldado Luís Pinho”.

A homenagem faz parte das tradições da corporação aos heróis falecidos, ressaltando a lembrança desses homens e mulheres que com bravura e coragem deixaram para as gerações subsequentes de policiais militares, exemplo de dedicação, honra e nobreza.

Histórico de Lutas – O movimento revoltoso das Forças Federais, ocorrido em 8 de outubro de 1910, promovendo um ataque pelas armas, que se conhece por Bombardeio de Manaus, feriu não apenas as instituições constitucionais, mas, em especial, arrasou parte do quartel do Comando Geral da Força Policial do Estado. Entretanto, venceram a ordem e a força policial, que soube defender o governador do Estado, Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt (1908/1912).

Em nova ocasião, o quartel da Praça da Polícia foi cercado por forças federais. Em 23 de julho de 1924, a “Rebelião Tenentista” contra o governo estadual, dirigida por oficiais do 27° BC, surpreendeu a força policial e o próprio governador, César do Rego Monteiro (1921/1924). Ambos foram derrotados. O quartel permaneceu sem danos materiais e foi defendido por intrépidos policiais, tendo à frente seu comandante, o Coronel (da reserva) Pedro José de Souza, que combateu os adversários até cair ferido por balas.

O esforço bélico empregado no Amazonas fora a solução mais insensata para encerrar uma desavença política, que tinha por objetivo depor o governador Antonio Bittencourt (1853-1926). Em outubro de 1910, todavia, os mais notórios embaraços do governo de Antônio Bittencourt atingiram o ápice, ocasião em que as forças federais promoveram o Bombardeio de Manaus. O intento foi temporariamente alcançado, pois o governador ausentou-se do Estado aproximadamente por 20 dias, ou seja, até que a Justiça Federal ordenou sua reintegração no Governo do Amazonas. Nesse dia, Bittencourt “resistiu até o final da tarde, quando o Corpo Consular e a Associação Comercial o convenceram a ceder”. Em defesa da legalidade há notícias de que várias autoridades e homens ilustres pegaram em armas e aliaram-se à Polícia Militar do Estado, da qual, no enfrentamento, morreram dois praças.

Bittencourt viajou para Belém-PA, onde aguardou a decisão da Justiça Superior do País. Ao regressar, assumiu o governo das mãos do vice-governador Antônio Sá Peixoto. Em deferência aos policiais militares, mandou erigir um mausoléu em homenagem aos praças mortos em 8 de outubro de 1910.

*Jornal de Humaitá – Com informações da assessoria.

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