Policiais foram deslocados para o presídio a fim de controlar a situação. Motim começou na manhã desta sexta-feira (25).

Presos da Unidade Prisional João Lucena Leite, em Humaitá (AM), sul do Amazonas (a 590 Km de Manaus), deram início a um motim de rebelião na manha desta sexta-feira (25). Policiais do 4º Batalhão de Polícia Militar, foram deslocados para a unidade para tentar conter a rebelião e evitar fugas.

O detento Weider Azevedo Barbosa, 24, foi vítima de homicídio, a polícia suspeita que ele foi executado na quinta-feira (24), devido ao estado avançado de decomposição. A Unidade está preparada para receber 33 internos, mas possui atualmente mais de 70 presos, mais que o dobro da capacidade.

De acordo com a polícia Weider foi detido em 14 de março de 2016 em cumprimento ao Art.14 do Estatuto do Desarmamento e de acordo com as autoridades policiais era conhecido no município pela pratica de roubos. Ele foi preso dentro de um ônibus do transporte intermunicipal que fazia o trajeto entre Apuí e Humaitá, portando duas armas de fogo e uma certa quantidade de droga na altura da Ponte do Marmelo, na BR-230.

 

 

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Policiais Militares do 4º BPM trabalham como agentes penitenciários e fazem o impossível para manter a ordem no presídio de Humaitá. (Foto: Divulgação)

BRIGAS DE FACÇÕES NO NORTE DO BRASIL

A polícia suspeita que o motim e a morte de Weider pode ter sido devido a guerras de facções entre o FDN, PCC e Comando Vermelho que lutam pelo controle da cadeia publica de Humaitá, que atualmente e controlada pelo FDN ( Família do Norte).

Parente da vitima suspeita que a mensagem que autorizou a morte partiu do telefone de um traficante de Manaus da facção criminosa amazonense Família do Norte. Seu grupo se aliou ao Comando Vermelho (CV), originário do Rio de Janeiro, e tem praticamente o monopólio do tráfico no Estado do Amazonas e o domínio sobre o sistema carcerário local. “ele decide quem morrer e quem vive dentro da cadeia”. finalizou um parentes de um presidiário.

De acordo com especialistas, as rixa entre as facções e o potencial de conflito dentro das cadeias já era conhecido há mais de um ano pelas autoridades. A polícia investiga o caso.

SITUAÇÃO DO PRESÍDIO DE HUMAITÁ É PREOCUPANTE, ALERTA FAZ EXATOS 5 ANOS. RELEMBRE O CASO.

Uma inspeção do presídio feita nos dias 17, 18 e 19 de novembro de 2011, ou seja, a cinco anos atrás, pelo desembargador Sabino Marques, que na época presidia o Grupo de Monitoramento Carcerário que fez inspeção no presídio de Humaitá onde um detento foi assassinado, na ocasião foi articulado uma Audiência Pública na Assembleia para debater o problema, até hoje não foi feito nada e a situação piorou muito nesse últimos anos.

O relatório apontou excesso de lotação, detentos infectados por doenças transmissíveis e ameaças de morte entre os próprios internos. Estes são alguns dos problemas encontrados pelo Grupo de Monitoramento Carcerário do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM)

*Jornal de Humaitá – Com informações da assessoria.

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