Estudo recebe aporte da Fapeam, por meio do Programa de Apoio à Iniciação Científica

Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a bolsista do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic), Maele Ferreira Jordão, desenvolveu um estudo para estabelecer um modelo de infecção de Salmonella sp. para compreensão de todo o ciclo infeccioso dessa bactéria e, assim, utilizar esses dados para o estudo de novos tratamentos contra a salmonelose.

A salmonela sp. é uma bactéria que causa a salmonelose – uma das principais infecções transmitidas pelo consumo de alimentos e um dos problemas mais alarmantes de saúde pública em todo o mundo. Mas além dessa doença, a bactéria salmonela causa outras infecções como, por exemplo, a febre tifóide (doença endêmica que, dentre os seus principais sintomas, causa o aumento do volume do baço e o retardamento do ritmo cardíaco), e é um dos agentes causadores das gastroenterites (inflamação do trato gastrointestinal que afeta o estômago e o intestino delgado).

Estudante do 5º período de Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Maele Jordão, explica que a pesquisa tem como objetivo ajudar na prevenção e no tratamento dessas doenças causadas pela salmonela.

Segundo a bolsista, a metodologia envolveu o uso de camundongos em experimentos, a fim de avaliar o comportamento de três serogrupos de salmonela nas respostas sistemáticas dos animais, como o aumento da temperatura e diarreia, além de análises de baço, fígado e intestino dos animais infectados.

“O projeto objetiva a compreensão do ciclo de infecção de uma das doenças que mais acomete regiões com o sistema de saneamento básico precário, o que ocorre em grande parte dos bairros pobres da capital amazonense, municípios e comunidades no interior. O maior beneficiado será o morador local exposto a essas condições, pois o estudo embasará as atuais e futuras pesquisas na área de tratamentos”, afirmou Maele.

O resultado das pesquisas indicaram diferentes níveis de patogenicidade (sintomas e sinais da doença), com destaque para a salmonela serovar tyhpi como a mais invasiva e virulenta. Os dados apontaram que este serotipo foi o único que conseguiu avançar na invasão dos tecidos dos camundongos infectados, 48h após a infecção.

“As demais, apesar de invadirem nas primeiras 24h, apresentaram um decréscimo no número de colônias em 48h, ativando a resposta imunológica das cobaias. Desta forma, analisando o comportamento e a reação dos camundongos neste estudo, é possível desenvolver tratamento e medidas profiláticas com a finalidade de contenção da doença”, esclareceu a bolsista.

Parceiros da pesquisa

O projeto de pesquisa foi desenvolvido em parceria com o Biotério Central do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que forneceu os animais e o ambiente adequado para a realização do trabalho e das experimentações.

Maele ressalta, ainda, a importância do apoio da Fapeam em estudos que visam o combate de doenças endêmicas. “A Fapeam é um instrumento fundamental para o fomento de pesquisas, não só na área da saúde, mas em todas as áreas existentes. Sua atuação e incentivo são essenciais para o avanço da Ciência no Estado do Amazonas”, ressaltou Jordão.

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