Entre os anos de 2015 e 2016, a Maternidade Alvorada, localizada no bairro homônimo, zerou os casos de transmissão de HIV passada da mãe para os filhos nascidos na unidade de saúde do Estado. O bom desempenho lhe garantiu o reconhecimento dado pelo “Selo Maternidade sem Transmissão Vertical”, da Secretaria de Estado da Saúde (Susam).

A proposta do selo é a certificação de hospitais e maternidades que cumprirem 100% dos critérios estabelecidos no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para a profilaxia da transmissão vertical do HIV, Sífilis e Hepatites Virais, reduzindo assim a mortalidade infantil.

Para a certificação do selo é necessário seguir as seguintes etapas: adesão das maternidades; capacitação e implantação de normas e rotinas; habilitação/credenciamento; monitoramento por 12 meses. Com a aplicação correta dos protocolos de saúde é possível reduzir em mais de 70% as chances de transmissão do vírus da mãe para o bebê.

“Graças ao trabalho da nossa equipe, a grande responsável por esse resultado, nós superamos os percentuais e zeramos a transmissão vertical na nossa unidade”, afirmou a diretora da Maternidade Alvorada, Elcinei Sampaio.

A diretora explica que algumas medidas são primordiais para evitar a transmissão. Entre elas, medicar a grávida durante a gestação e no momento do parto, e o bebê após o nascimento. Além disso, adotar as condutas médicas recomendadas no momento do parto. “Para nós, esse trabalho é muito gratificante, uma vez que damos para essas crianças uma oportunidade de ter uma vida normal”, completou.

Números da doença

De acordo com dados do Departamento Nacional de DST/Aids e Hepatite Virais, o Amazonas registrou 15.149 casos de Aids, no período de 30 anos (de 1986 a agosto de 2016). Separadamente, Manaus teve 12.179 casos (80,39%), Parintins 265 (1,74%), Tabatinga 248 (1,63%), Itacoatiara 157 (1,04%), Tefé 155 (1,02%).

“O governo do Amazonas fez um grande investimento na capacitação do pessoal e nossa coordenação tem feito grandes avanços nessa área em municípios do interior. Tivemos uma redução de 50% no número de transmissões verticais, em todo Amazonas, se compararmos o ano de 2015 com 2016. A nossa meta é zerar o número de casos”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Pedro Elias.

A partir de 2006, o Amazonas tem apresentado taxas de detecção superior à média nacional. Em 2013, a taxa de detecção do estado era de 37,4 casos por 100 mil habitantes, 83% maior que a taxa nacional, que é de 20,4 casos por 100 mil habitantes. Em 2014, essa taxa foi de 65% em Manaus. No período de 1986 a 2014, o número de óbitos foi de 2.557 casos.

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