O ano de 2016 fechou com redução de 20,7% no número de queimadas, na comparação com o ano anterior. Em 2015, foram 15.170 registros. Já em 2016, foram 12.024.

O planejamento das estratégias para o combate a queimadas no Amazonas, em 2017, foi discutido nesta quarta-feira, 18, para iniciar as ações práticas em todo o Estado, por meio dos órgãos que compõem o “Grupo de trabalho de prevenção, controle e combate às queimadas e incêndios florestais e qualidade do ar (GT Queimadas e qualidade do ar)”. A reunião, primeira do ano, foi realizada na sede da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que coordena os trabalhos do GT, na zona centro-sul.

O intuito é intensificar as ações integradas com base em experiências adquiridas em áreas recorrentes em focos de calor para continuar reduzindo cada vez mais os casos no Estado. O ano de 2016, por exemplo, fechou com uma redução de 20,7% no número de queimadas em todo o Amazonas, na comparação com o ano anterior. Em 2015, foram 15.170 registros de focos de calor. Já em 2016, foram 12.024.

A redução foi possível por meio do trabalho de prevenção, principalmente nos municípios com alto índice de queimadas, associado às ocorrências de chuva que foram maiores em 2016. Entre as ações está à campanha “Diga não ao fogo. Você também é responsável”, do Governo do Estado, levada a 22 municípios por uma equipe itinerante com servidores da Sema, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e Corpo de Bombeiros, onde foram realizadas palestras e distribuição de materiais educativos para 30 mil pessoas.

Municípios afetados – Em 2015, Lábrea (1.844), Apuí (1.628), Manicoré (1.185), Boca do Acre (931) e Novo Aripuanã (857) foram os municípios com os maiores índices de queimadas. Em 2016, Lábrea (1.776), Boca do Acre, (1.120) Apuí (917), Manicoré (781) e Novo Aripuanã (628) continuaram como os cinco primeiros no ranking.

Uma das novidades para este ano é a atuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Sul do Estado, área sensível a queimadas e desmatamento. Até 2016, as ações do Ibama, no Sul do Amazonas, eram feitas pela equipe do instituto de Rondônia. Outro destaque da reunião foi à aprovação da minuta do decreto que transforma o GT Queimadas em um comitê estadual.

Principal causa de queimadas – O balanço das ocorrências mostra que a grande maioria das queimadas está associada à ação do homem. De acordo com o titular da Sema, Antonio Stroski, os membros do GT Queimadas tem trabalhado de forma intensa para fazer com que a população possa abolir o uso do fogo para a queima do lixo e de resíduos, bem como para a preparação do solo para a agricultura.

“Embora menor que 2015, o índice de queimadas de 2016 ainda foi alto para a redução que buscamos, mas o trabalho de prevenção e combate a focos de calor tem mostrado resultados muito importantes e vamos continuar trabalhando para manter a escala decrescente de queimadas no Estado. É uma tarefa difícil, mas que tem a dedicação de todos os órgãos envolvidos”, disse.

Interação – O grupo é formado por instituições federais, estaduais e municipais, tais como, Sema; Ipaam; Batalhão Ambiental da Polícia Militar; Batalhão de Incêndio Florestal e Meio Ambiente (BIFMA) do Corpo de Bombeiros; Defesa Civil do Estado; secretarias municipais de Meio Ambiente; secretarias municipais e Estadual de Educação (Seduc); Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror); Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam); Secretaria de Estado de Saúde (Susam); além da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS); Ibama; Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil (Inmet); Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam); Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); Serviço Geológico do Brasil (CPRM); entre outros.

FOTOS: JOSÉ NARBAES/SEMA

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